terça-feira, 15 de setembro de 2015

A divina incompatibilidade



- Mantemos a tempestade para hoje, Senhor?

- Sim, sim, Pedro. Para essa malta perceber que se acabou o Verão e as férias e isso tudo. Toca a trabalhar, mandriões.

- À tarde, certo Senhor?

- Pode ser. Mas podemos mandar um aviso já pela manhã. Para depois estranharem menos. - Risinho.

- Agora, Senhor?

- Espera mais um minutinho. - De nariz colado à imensa janela. Atento ao que se passa lá em baixo.

- Agora?

- Mais uns segundinhos... Aaaaaagora!

- Mesmo quando o fulano vai a sair do carro, Senhor? - Hesita.

- Sim, sim, agora mesmo Pedro. Depressa, depressa, anda, já disse!

Um aguaceiro breve, mas bastante competente quanto à intensidade, abate-se sobre específica porção da Humanidade.

- Um bocado embirrante da sua parte, Senhor. Concordará comigo, sim?

- Oh, aquele gajo irrita-me. Que queres que faça?...

...

Aguenta-te mais um bocadinho, linda nuvem negra. Não te chovas ainda, não? Vais deixar o Silvinha chegar à estação, pois vais? Coisinha fofa. É só mais um pintelho, anda lá. Proooonto, já cá estamos estacionados a apenas uns 20 km da entrada. Tem paciência nuvenzinha.

Rápido, rápido, aperta o casaco, agarra a mochila, guarda a chave, despacha-te molengão. Vais-te safar, tu e as tuas sapatilhas de lona. Não te fies, é um pé lá fora e um sprint a la Bolt da Murteira, combinado? Okok, ready, set, go!

- Ora foda- se! A sério? Agora? Sujeitinho irritante, hein?! Porra, que feitiozinho de merda...


domingo, 13 de setembro de 2015

Domingo B e já choveu...




É que não estou a ver como é que me tiram da cama hoje. Está a chover lá fora e há 398674 jogos de futebol que vão passar no meu PC. Enfim, sou uma espécie de Belinda Carlisle, mas de olhos escuros e barba. Pronto, uma Conchita Wurst, mas em careca e bonito.

- Jantamos em casa da minha mãe hoje.

- Eu não! Nem pensar, não vou! Não posso, sinto-me doente.

- Liga-lhe e diz-lhe isso, nesse caso.

- A que horas é que temos que lá estar, mesmo? - Há causas perdidas...

Seja como for, não podia começar melhor esta, assim sendo, meia-maratona futebolística. O FCP B joga em Famalicão, que parece que está a começar muito bem o campeonato. Eu vejo muitos jogos da nossa B. E devo dizer que este ano me parece que há uma mudança incontestável: Alguém pôs mão naquilo. 

Sim, o Luis Castro continua a treinador. Eu também não vou à bola com o tipo, mas dá-me a sensação que está, finalmente, instruído. Quero dizer que decide no jogo e, claro, treina os miúdos à semana,  mas creio que tem uma cartilha a seguir.  Começa-se a perceber um jogo de sombras com a equipa A. Afinal, o que devia ter acontecido sempre. No sistema, na tática, no modelo, nos jogadores. Isso é bom!

A Segunda Liga é muito competitiva e rebéubéu pardais ao ninho, mais aquelas coisas todas catitas que a malta gosta de dizer sobre a nossa segunda competição. A verdade, porém, é um bocadinho menos engraçada. Competitiva sim. Mas jogada numa maioria de batatais, contra equipas de râguebi que aprenderam a não pegar na bola, embora o formato lhes interesse pouco, com as mãos. Os árbitros são maus, muito maus, a menos que sejam os que por norma apitam na Liga maior. Bem, conseguem perceber assim quão maus são os outros, hein? Acaba por ter piada, porque os jogos são em boa parte apitados pelo público da casa. Que se está lixando para o futebol, mas berra bastante alto e assusta um pedaço. 

É evidente que depois de passarem dois anitos a dar de fuças com estes adversários, estes árbitros, estes campos e estes ambientes, não há muito mais que possa assustar os putos. Isso é bom!

Neste inicio de época, pelo pouco que ainda vi, há duas coisinhas para as quais gostava de chamar a atenção. Digamos, como diria o Miguel, que ficam para memória futura:

1 - Omar Govea. Vou seguir com muita atenção este rapaz. Para mim, é a "sombra" do Rubén. Muito interessante.

2 - Pité. Não sei de quem foi a ideia peregrina de fazer deste moço um lateral esquerdo. Pareceu-me um disparate pegado. Ando de queixo caído a vê-lo correr, fechar por dentro, enfim, jogar à bola em vez de passear aquele fabuloso pé esquerdo por um gramado. Não creio que possa dar um lateral de estalo, mas a formação intensiva pode dar-lhe - e eu não acreditava. - a chance de ainda se tornar no jogador que pode ser. Confusos? Deixa lá clarificar: Juanfer.

E no meio disto tudo, sobre tudo isto, acima de todos eles: André. As minhas dúvidas - que as tinha. - sobre este rapaz, acabaram hoje. Não é o próximo ponta de lança do FCP. Como o Messi não é o médio-ofensivo do Barça. Está para lá da posição. Será o avançado, claro. Mas mais que isso, será um fora de série. Fantástico em tudo, incluindo marcar golos. Bow before near perfection.


...

Oh Verdasca, se um brasuca, com ar de criminoso favelado, enfia uma murraça no teu guarda-redes e o árbitro, por não ter ouvido um bruuuaaaa da bancada, ignora; ou ignoras também ou tens que aprender isto: De mão fechada e com força suficiente para não lhe ficarem os dentes todos! Estaladinhas é uma cena assim carinhosa e tal, mas tu és Verdasca, não és Panasca. Assim cumássim, vais pá rua na mesma, oh Conchita...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Resumo da semana: Gajas!



Diz que dois eminentes políticos da nossa praça, um deles futuro primeiro-ministro - ou ambos, vá-se lá saber! - se encontraram para conversar na televisão. Do que transpirou desta tertúlia, parece que o mais importante mesmo foi a malta que estava descansada à espera da novela: Um recém chegado de Évora e outros recém abalados do nosso solarengo retângulo. 

Como tem que haver quem trabalhe enquanto esta malta dá à língua, só vos posso deixar o pedacinho que apanhei entre botar a máquina a lavar chávenas e servir uns penalties bem aviados de tinto de Silgueiros:

- ... O xôr Primeiro Ministro vá contar histórias à malta do BCE e do FMI e assim. Esses é que gostam de si. Deves pensar keu nasci deste tamanho, deves...

- Pracaso não hás-de ter nascido muito maior, oh canina. E quem? O gang que o teu amiguinho recluso mandou chamar aqui há atrasado? A propósito, já foste visitar o moço? Não me digas que não vais! A Évora foste tu, meu magano. Bruxo, uma voltinha ao Fialho à conta do partido e tal...

- Epá, eu vou onde mapetece e kandeukiser, estamos entendidos? Sabe lá o xôr Primeiro se me fica em caminho. E se não ficar? Hádje ter muito a ver com isso, hádje. Diz lá, vais voltar a NÃO aumentar os impostos é? Ahahahahahahahaha.

- Até vou! A menos que te passem a caixa da guita pás mãos. É que és igualzinho ao recluso pá. A cara de um, o cu do outro. Que impressão!

- Tu não minerves, palhaço! Somos da noite pró dia, eu e o xôringinheiro. Olha, pra começar, eu nem gosto de pizza. Incha, seu troika tintas.

Conversa de gajas, portanto. Já vi senhoras a fazerem crochet ao despique e pareceu-me bastante mais inovador. E interessante e esclarecedor. Curiosamente, diz que só mesmo entre as gajas é que o Pedro foi considerado vencedor desta suposta disputa. Uma cliente aqui da Tasca explicou-me:

- Oh, não vê que o Pedro é mais 'nito?! O Tó é assim mal enjorcadito, coitado. Digamos que a trampa é maijomenos a mesma, só que o Tó é em feiosinho...

- E vai eleger um gajo por ele ser mais - como disse? - 'nito? É ele que considera o melhor líder para o país?

- Ah, não! Nesse campo atravesso uma crise de identidade sexual política.

- Uh?

- Balanço entre o Cameron e a Merkel...

- Não, senhora! Para Portugal!

- Sim, eu percebi. Não sou loira, dá licença! Um deles, o David ou a Angela. Ainda estou muito indecisa...


...

A propósito de loiras, foi também noticia um inquérito feito às gajas inscritas num site de infidelidade. Isto é, um sitio onde gajos e gajas procuram amantes. Tinha graça que se encontrassem lá os cônjuges, mas diz que não acontece.

Então, os motivos que as cachopas apontam para por lá andarem são: Os maridos são egoístas na cama; estão sexualmente insatisfeitas; falta-lhes estimulo.

Depois de pensar: Moças, nada a fazer, só há um Silva e está taken!, tive que traduzir isto para linguagem de gajo a um brasuca que emborcava um fino ao balcão:

- Atão o que elas dizem é maijomenos: O gajo é uma trampa na cama, uma autêntica vergonha. Pudera, com aquela pila enfezada, mesmo que quisesse não havia de ir longe, ahahahahahah. Mas o grande, grande problema, é que não se interessa. Isto do sexo e do mimo não é a praia dele. E eu tenho tanto para dar, para descobrir. Queres receber, queres mostrar? Eu não queria nada disto, mas já não aguento mais. 

- Pô, Siuva! Áis mina tão ficano iguau nois? Txi juro qui já usei essa meisma cantada no feicibuqui! E résutou, carai...

...

Quem não liga nenhuma a isto é o kzar Putin. E o MC Obama também não. Preocupados com o problema migratório, trataram de se envolver na resolução desta pessegada. De forma bastante empenhada, diga-se.

Os EUA anunciaram que estão dispostos a receber a astronómica cifra de 10.000 refugiados no próximo ano. Diz que são mais que suficientes para construir uma linha de caminho de ferro.

Já a Federação Russa optou por outra via. Concordando com o que se disse aqui na Tasca, decidiram que é tempo de resolver o problema no local, mais que estar a acolher a malta que de lá se pira. Nesse sentido, estão a enviar ajuda humanitária devidamente acondicionada em carros de combate. É um método estranho para o envio de alimentos e medicamentos, pelo que os EUA já protestaram. Um adido militar russo apareceu aí no outro dia, para virar 150 caipiroskas, e esclareceu-me:

- Ora, alimentovsky dientro carrocombat não estragar. Ir de Antonov, vuuuuuuuuuummm, chegar riápido no Siria. Fresquinho, fresquinho. Mélhor que assobiar no ar dezmil viezes...

Cabras!

...

Mais para sul, na África do Sul mesmo, encontraram as ossadas de uma nova espécie de Homo. Calma aí com os arco-íris, é assim mesmo que se chama o nosso género, go figure, independentemente da preferência sexual. Trata-se do Homo Naledi.

Aparentemente, os pulsos, as mãos e os pés já seriam semelhantes ao Homem moderno. Já o cérebro está mais próximo do australopiteco. E eu penso: Espera!! É o marido da gaja kandáprocura damante, kejber? De fêmea não se trata, senão tinham encontrado unhas de gel. Ajunhas diz que duram para sempre...

...

Na Grécia, Tsipras pede uma maioria absoluta para formar um Governo que lute contra a austeridade. Ou seja, que combata as medidas inscritas no acordo que Alexis, esse traidor!, assinou com a troika lá do burgo. 

Pode ser impressão minha, mas eu acho que este tipo está a sofrer um bocado com a menopausa. Estas mudanças de humor, huumm, só pode ser. Aquelas hormonas andam a mil!

...

A meças com as hormonas parece que está a Selena. A cachopa decidiu aparecer bastante au naturel, mas a preto e branco, na capa do seu próximo álbum. Não é kojoelhos da rapariga fiquem mal, que não ficam, mas isto afeta-me bastante e deixa-me à beira do pânico.

Eu não sei o que fazem às miúdas no Disney Channel, mas depois da Miley "Hanna Montana" Cyrus, vem a Selena e pumbas, tira a roupa também! Um individuo habitua-se a ver as cachopas na televisão, enquanto joga ao peixinho e assim e depois fica chocado. Basto!

Mas o que me assusta mesmo, mesmo, mesmo, é o que pode vir a seguir. Por isso, venho aqui deixar um aviso:

Minnie e Margarida, fujam daí depressa! Ninguém quer ver uma...errr...hamster? desnuda, dependurada numa bol... Opá, tarados! Pronto, uma patinha toda depenada, agarrada a um mart... Oh, raisosparta! Pervertidos.

...

Hoje é dia 11/09. Não esquecemos as gémeas! Não nos rendemos e não morremos de medo. Temos mais cuidado e mais receio e vamos fazendo uns quantos disparates. Mas não vamos perder. E não vamos esquecer. Inchem!

...

O FCP joga amanhã. Até que enfim, já andava a ressacar futebol a sério! Assim sendo, mando já um sms à Bicicleta:

Gaja, tajabisada, ou comemoramos à brava ou tens bastante que me consolar! Hein?! Hein?!

- Ena, mas é preciso o FCP jogar? É, Silva? Depois admiram-se com os inquéritos...

Cabrão do velho, não tem sentido de humor nenhum...

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Goal: Orgasm! (Adenda religiosa, em 10/09)

Tá combinado Mister?

Plantel fechado, warm up da época feito, tradicional (e supremamente irritante!) paragem para jogos de uns países controjoutros passada, é tempo de ser sério! Sim, isto do #lópêtôcontigatéohfim e do #téuscumemujatodos e o camandro, é muito bonito mas são só #. O que quer que sejam estas coisas. Servem para tanto como o #obaskéceguinho ou o #dantesékera. Sem limites claros, qualquer posição é uma estatística: Dá para o que se quiser.

Assim sendo, vem a Tasca, pouco humildemente, diga-se, analisar a situação e estabelecer as fronteiras da sua ambição azul e branca para o corrente exercício:

ANTECEDENTES: 82 pontos, 2º lugar; corridos a pontapé pelos Calimeros, em casa; quartos de final da Champions, blitzkrieg em Munique. Em resumo, uma quantidade apreciável de melões.

CONTEXTO: Enfim, é Portugal, a bandeira diz quase tudo.

RECURSOS: O capataz é o mesmo, os empregados mudam bastante. Vejamos:

BALIZEIROS
Foi-se o anterior, ficou o do costume. A grande novidade é o Iker. Eu acho que a grande diferença é que quando um Aguero da vida se isolar perante o nosso redes, a coisa inverte-se. Quero dizer que em vez de termos o nosso a pensar "aifoda-se que lá vem o Aguero desmandado, tá bonito tá!", teremos o dito cujo a pensar "carago, lá vem o Casillas. Deixa lá ver como é que a mando lá para dentro. Espera, ai! Mando não mando?". Para quem dá cabo das canelas todas as semanas, é fácil perceber que é um pormenor grandalhão. Melhorou.

DEFESAS: Desapareceram os dois belos laterais que tomaram conta disto nos últimos anos. À direita a coisa compõe-se bem com o uruguaio alampionado. Já provou que merece as palminhas. À esquerda... oh well, o Alex adormecia com frequência. Sinceramente, não me parece que se possa dizer mais tarde "opá, não era o Alex ter saído e tínhamos limpado tudo". Ao meio estão os mesmos. Não está mal.

MEIO-CAMPO
Não dou para o peditório do 10. Aliás, esqueçam lá isso como desculpa. Despachámos o que cá tínhamos, portanto não pode ser preciso um. Os novos são bons. Muito bons mesmo. Um deles até é de marca, que custou para cima de uma pipa. Melhorou.

MALTA QUE MARCA GOLOS
Substituir o Jackson não é possível. Como antes não foi substituir o Super Mário, ou o Falcão. Alguém substituiu o Gomes? Nop. Todos diferentes. Todos iguais no que toca a meter a redondinha lá dentro vezes bastas. ABUMbakar e Osvaldo servem. André Silva crescerá, ou não. Parece que sim. Acreditamos todos nele. Qualquer percalço, recambia-se o Gonçalo para casa. Que a vida não é serenatas e bebedeiras e sebentas.

Dada esta análise exaustiva, aprofundada e sumamente esclarecida. Baseada em aturada pesquisa: Cento e cinquenta teses de mestrado sobre futebol e nenhum artigo do Freitas Lobo. Estamos pois em condições de traçar os objetivos. Ele é o seguinte:

Faz-se saber a quem se interesse - go figure, diz que há quem. - que na Tasca considera-se

UMA BOA ÉPOCA = Ser campeão, ganhar a Taça de Portugal e chegar aos oitavos da Champions (dependendo, em parte, do adversário).

Ser campeão e chegar aos quartos da Champions, serve. Mas não deixa um gajo a esfregar a barriga numa de comiamaisumtorresmorebentava. Ser campeão, ganhar a taça e fazer uma miserável Champions,  podia até dar para o gasto, mas lembraria demasiado o Jergo Juses.

Abaixo de qualquer destas combinações é um FALHANÇO. Sobretudo porque continuo convicto que a equipa foi montada para Badajoz e não para Elvas.

Não ser campeão invalida que qualquer combinação possa ser considerada um sucesso. A menos que se ganhe a Champions, claro. E mesmo assim, ter que ouvir lampiões ou calimeros a festejar... Não sei pá, estou farto!

Acima daquela combinação, estaremos perante, gradativamente, uma Época Fantástica, uma Época Maravilhosamente Fantabulástica e um Orgasmo,incluindo Tailandesas a aplaudir e o caraças!

Postas na mesa as cartinhas, gostava de saber o que pensa a malta que acha que isto vai ser, já é, um descalabro. Afinal, qual é o limite a partir do qual passariam a achar que estavam enganados?

E vocês? Qual é o objetivo?


...

- Eu cá é ganhar o Euromilhões. A jogar doijeuros por semana...

- Eu é não perder nenhum jogo do dominó belga até ao fim da época!

- Ai Zubaida, Zubaidinha...

- Hã??!!

- Nada, espirrei... - E corou até ájorelhas.

...

Tudo o que ficou escrito acima é para manter, disso não reste nenhuma dúvida. However... estejamos atentos aos fenómenos naturais que, manifestamente, não poderemos controlar. O que é diferente de não podermos prever. Mais evidente era difícil. Teremos que os fazer rezar nas suas Capelas. E povoar-lhes os sonhos!

sábado, 5 de setembro de 2015

Lego de nomes na Bluegosfera



A propósito da crónica semanal do Pedro no pasquim da Queimada, disponibilizada em serviço Portista pelo Miguel, o Jorge reflectiu acerca das diferenças entre o futebol de Lopetegui e o do... EstorilMaritimoSportém5lb___________ (acrescentar um clube nacional à escolha), do seu modo tão claro quanto assertivo. De uma forma geral eu concordo com ele. Com o Jorge, não com o Pedro. Com o Miguel concordo de uma maneira abrangente, pelo menos na vertente estética.

Quando ia bitaitar no post do Jorge, já de olhos postos nas ilustrações do Miguel e ainda a abanar a cabeça quanto a determinada parte da crónica do Pedro, lembrei-me de Lego. 

Já fiz pazes com a consulta de psiquiatria de um qualquer hospital público há tempo suficiente para conviver bem com esta vontade de partilhar estas coisas convosco. O facto de estarem aqui a ler isto é que é capaz de ser estranho. Se se julgavam sãos.

Quando a cachopa mais nova era ainda mais nova, deu-lhe uma vez para me arrebanhar para uma construção com legos. Há uma maneira simples de as crianças nos fazerem estas coisas. É assim:

- Anda papá, anda b'incar cómigo. Toma, fashtu. - Ou era suposto mais alguém ter voto na matéria?

- E faço o quê, filhota?

- Uma caja! Gaaaaande! - E abriu os bracitos.

- Só se tirares a xuxa.

- Não. Toma. Fash! - Oh well, can't blame me for not trying...

Dado o gene Silva, a coisa ainda deve ter demorado um pouco até se decidir quem é que de facto mandava na obra. Se eu faço, eu é que sei o que faço, senão fazes tu. Ah mas eu tenho apenas 3 anos, se calhar não me devias tratar como se fosse da tua idade. Afinal, é apenas uma construção com blocos de plástico, uma brincadeira. E eu não vou conseguir entender o conceito da delegação de tarefas mas não de responsabilidade. Será melhor desatar num berreiro? Costuma resolver.

Embora a memória me falhe, ou se me oculte, neste ponto, devemos ter resolvido isso de alguma maneira. Porque é certo que a casa cresceu. Aliás, uma mansão. Dois pisos, garagem, grande quintal com árvores de fruto. Infelizmente, o fornecedor da piscina falhou e, só por isso, não havia uma. 

Também é verdade que a meio do primeiro piso faltou uma peça amarela. Chamei a atenção do encarregado:

- Falta uma destas amarela. Cócura filhota. - Há que falar a língua do pessoal para um líder se fazer entender.

- Não. - De olhos fixos na TV. O Noddy é imbatível!

- Como não? Assim também não faço...

- ... - O que é muito provável que quisesse dizer amimimporta. No seu carro amarelo, como a puta da peça, o Noddy festejava mais uma vitória sobre mim.

Mas caramba, a visão final daquela soberba moradia unifamiliar bailava-me na cabeça. Eu procurei as peças, eu praguejei os erros que levaram a recomeçar paredes inteiras, eu conclui! Sim, demorou. Mas ali estava ela, pronta a habitar pelos bonecos mais exigentes. A caja!

- Pronto, já está. Gostas? - Afinal o encarregado, servente insolente e fornecedor de tijolo, também era o cliente.

- Xim, gande!

- E agora?

- Vem o xigante BomBom... - E avança nos seus mastodônticos passos para a obra. Em segundos as paredes se desfazem sobre as árvores. 

Bolas, estava orgulhoso! Por outro lado, nem me pude queixar, visto que o gigante BomBom é parte da família há gerações. Deve ter o direito de andar por onde bem lhe apetece, em busca dos seus amados ovos de tartaruga.

- Ooooh, destruíste tudo...

- Xim.

- Agora fazes tu! - Traduzindo: Sempre quero ver se consegues repetir aquilo. Nem penses! Tens 3 anos, nunca conseguirás fazer uma casa tão espetacular. Incha! Quero rir-me agora. Quero, quero.

- Xim. 

Sentou-se, arrebanhou meia dúzia de peças. Ergueu quatro paredes mínimas, muito juntas, sobrepôs-lhes um teto de perímetro bastante exagerado, nem encaixado estava, e aplicou uma porta que ia do chão ao telhado. Olhou-me:

- Játá! Caja!

E se um dia houver um temporal muito grande na caixa dos bonecos e dos legos, um deles vai poder abrigar-se ali. Enquanto outros olharão a chuva pelas vidraças das janelas rasgadas do salão da MINHA casa. Ah poijé bébé.


...

O Jorge - não é esse, é o que é defesa central da Juventus. - explicou porque é que defende o Lopetegui. Fê-lo naquele seu estilo único que invejo militantemente. Tem dias que me irrita ter sido ele a escrever e não eu. Mais que explicar coisas, determinou uma espécie de tempo certo. Até quando é tempo de paciência e a partir de quando é altura de exigência máxima: Outubro ou novembro.

Olho para o calendário, penso: don't wait too long / don't harvest too late...


...

- Oh Silva, isso não pode ser!

- Uh?

- Então se o gigante lhe partiu aquilo tudo, como é que é essa coisa das vidraças no salão e blablabla?

- Uh?

- Haja coerência na metáfora! Ou as figuras de estilo servem para o que o tasqueiro bem entender?

- Xim.



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fronteiras a salto



O hippie transgeracional residente, passa os dias a repetir o seu eterno eubemdizia, salpicado com um ocasional nósempredissemos. Escapa, pela sua natureza reservada e determinada alergia à cibernética, à onda de consternação facebookianóinstagramanianóraikuspartissatodos, e refugia-se na sabedoria, segundo ele, milenar do seu filósofo de eleição. A bem dizer, o único que verdadeiramente leu: John Lennon. Dos outros decorou umas citações e, mesmo assim, baralha-lhes os autores, para sempre ofuscados numa nuvem de vapores ácidos e campos de erva fumegantes. Diz-me do fundo dos olhos encovados:

- Ele avisou, Silva: A brotherood of men! Simples.

Enquanto o deixo escorregar para o torpor de una más sem sal e sem limão, noto como os anos me retiraram a capacidade de imaginar. Há sempre tanto porque matar e morrer. E desfilam as imagens de choque: Crianças a darem à costa como alforrecas; lágrimas desesperadas em comboios apinhados; as sentinelas em ombro arma; o arame farpado; os miseráveis a calcorrearem os atalhos do desespero. Agora vemos, noutros tempos outras gerações puderam fazer de conta que não sabiam. E tanta loja de perfume! Tanto noticiário abutreo, tanto hipócrita de gravata e de turbante e de barba profética e de halo angelical. Tanta pomba assassinada!

Afago a imagem deste ébrio no meu balcão. Mesmo sem querer, é ele que está certo. Não há solução. Nem famílias de acolhimento em países plantados na borda do Atlântico - esse mesmo, que olhou desconfiado e temeroso para os seus próprios pródigos filhos quando os obrigou a regressar. Esse que, sem nunca lhes facilitar a vida, lhes pastou a iniciativa e o empenho e o horizonte 50 anos mais largo que trouxeram de Além do Mar. Nem triagens afrancesadas de fugitivos de guerra para aqui, perseguidos para aqui, esfomeados para ali. Daí virá a corrente migratória de todos os que fogem não da bala mas da miséria, a torrente de gente em direção a uma qualquer guerra que os torne aceitáveis no Mundo Bom. Nem a seleção e recrutamento Merkeliana. 800 mil são muitos, mas quais? Não são uns quaisquer, aposto, são ESSES 800 mil. Nem os quilómetros de arame numa fronteira borrada de medo. Nem salvamentos condenados a serem insuficientes, porque cada vida perdida é uma a mais. Nem deixá-los morrer no mar. Que este mar é tão perto, pesa tanto nas nossas noites.

A solução é não virem. É certo que duas ou três bombas numa coluna de gente num caminho de ferro é um belo dissuasor. É certo que não seria difícil encontrar o fantoche que tratasse desse trabalho sujo. É certo que abrir as comportas por um instante, trataria de apaziguar, no pânico e na ganância, as consciências da populaça. Quando se abrem comportas, a inundação é certa e os aldeões aprestam-se a quase tudo. Mas nenhum Próspero Império sobreviveu, nunca!, à pressão dos seus Bárbaros, fortificando-se. Tarde ou cedo todos tentaram, todos caíram. Não podem poucos ter o que muitos outros só sonham. Não quando isso é água ou o direito a não ser chacinado ou comida para os filhos. E vá, acontece no nosso quintal.

Não virão se o risco e a vergonha não compensarem. Se lá nos ermos de onde apareceram, coitadinhos, pobrezinhos, que nem cá se sabia que existiam, - menos se forem Romenos, esses são do piorio, Cristo Credo; ou daqueles que explodem por tudo e por nada; arranjem lá maneira de salvar só os coitadinhospobrezinhos que eu estou aqui a ver - tiverem, por esta ordem: direito à vida e pão para viver. É hipócrita andar décadas a brincar aos Países, e com os Países, a por e a dispor, a explodir hoje para para lá fugir amanhã, a mamar na teta do Ocidente Infiel e do Oriente Terrorista e cheio de petróleo. Está a rebentar? Naturalish! Oh, but it's a long way to go to the border of Mexico. Ou da Ucrânia. Ou da Mongólia. Para já, os velhos Europeus que resolvam. Talvez mais logo o Mundo Novo se preocupe. Já não vimos isto antes?

Junto um copo de shot para mim. Eu preciso do sal e do limão. Chocamos os copos cheios. Ele sorri os dentes amarelados. Eu digo:

- Pois, give peace a chance.

- É isso Silva. Não há arame farpado que contenha o desespero.


...

- Deixe lá que isso não é nada hipócrita. Nãããããooooo senhooooor! Deixe-se de tretas tasqueiro. Por-se aí a dizer que a única solução é uma que é exclusivamente utopia, ajuda à brava! Só se ajudar a atirar-me para baixo de um TIR. Merda pra si! - Grita-me de olhos vermelhos um dos velhos.

E eu fico sem resposta a vê-lo bater no balcão e a sair furioso pela porta. Sinto-me corar.


...

- Ao menos são mais bonitos que o Herrera! - Diz alguém do meio do fumo da zona dos fumadores.

- Hã?! Kékisso tem a ver?

- Então mas não estava a falar de passar fronteiras a salto? Pensei que era dos Mexicanos...

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O 10 no armário




Se me desse para ser, mesmo sem ninguém ter pedido e menos ainda querer saber disso para pataco, uma espécie de newsletter resumo do que aparentemente se consensualizou, ou convencionou, que são as necessidades do plantel azul e branco de momento, escreveria qualquer coisa próxima de: Centralreferência + lateralesquerdàmaneira + extremàséria e, above all, com a urgência de um adolescente perante um par de mamas, um médiocriativo10.

Leio nomes que desconheço pelas caixas de comentários das páginas desportivas da Ciberlândia, - a última versão de FM que joguei era de 1833, no auge das Guerras Liberais - na Bluegosfera há um sentido mais elevado de responsabilidade - e um escalão etário por certo mais avançado - mas encontro os mesmos buracos com tampas diferentes; os comentadores - incluindo uma nova e toda catita classe: os especialistas em transferências, cristomacuda! - estão, eles também, de acordo: falta isto tudo e mais o 10. Se não houver mais nada, que haja o 10. Com ele, o Danilo nunca terá saído, o Jackson continuará a marcar por nós, o Alex volta a duplo trote de Turim e o Oliver... Não, o Oliver não. O Oliver é o que abre a Caixa de Pandora de todos os nossos sonhos molhados. O par de mamas, portanto.

Eu de bola percebo pouco. Sou mais dado ao disparate e ao palavrão do que à análise tática da coisa. Espanto-me com a capacidade abismal dos Luis Freitas Coisos desta vida de dizerem um monte de palavras seguidas e haver muito quem consiga retirar delas sentido. Continuam a parecer-me Gabriel Alves wannabe, mas na versão 2.0 - a que nem graça tem porque não diz aforçadatécnica vs atécnicadaforça. Ainda assim, de tanto ouvir a lengalenga do 10, pus-me a pensar nele. Nesse Deco dos tempos modernos que evolucionará um plantel fraquinho numa equipa de meter medo. Enfim, deu-me para tentar imaginar qual seria o meu par de mamas, salvo seja.

E a bem dizer isto nem é nada complicado. Para mim, o FCP procura construir uma equipa para Badajoz, não para Elvas. Embora este ano já tenha tido tempo para perceber que existem necessidades diferentes de cada lado da fronteira. Do lado de cá há Maritimos. Quero eu dizer que cá pela Lusitânia temos que ser mais Wagner e menos Schubert. Temos que carregar como valquírias, perante um bando de gajos que, na maior parte do tempo, está barricado lá atrás.

Ora, malta desta deixa pouco que fazer aos Ikers e seus pagens. Então se estivermos sustentados em dois embondeiros no meio do campo, o terceiro tipo até pode pensar quase exclusivamente em atacar. Se não me foge a memória, temos por aí um rapazito Colombiano que pode muito bem tratar disso. Se julgarem preferivel acrescentar mais alguma intensidade e até rigor tático, mas com umas caneladas a despropósito pelo meio, há aí na dispensa aquele moço dos 30 milhões. Arte pura, e só isso; ou criatividade mais cerebral, posse e passe. Em ambos os casos, uma ou outra bomba cá de trás para agitar as trincheiras.

De Badajoz em diante, estamos conversados: É solidez, intensidade, alas para que te quero e muita, muita e ainda mais bola, num jogo de equilíbrios, sem nunca partir. E para isso está a ser trabalhado o trio que é um quinteto: Danilo, Imbula, Herrera, Ruben, André. Dependendo dos jogos, algum dos outros poderá dar uma perninha nestes palcos de gente crescida. A menos que por ai venha o... Deco... Hmmm triplas mamas!

...

- Oh Silva, é um pardemamas faxabor.

- É um segundinho. Vou ali buscá-las ao armário dos 10.


domingo, 23 de agosto de 2015

FCP vs Briguel e o jogo do enforcado.




Bah, já sabia que não ia chegar a horas. Intervalo, pumbas. Ainda por cima está um vento do caraças, era preciso ser bife para andar aí de calçonete e manga cava. Nana, isto são bermudas, e compridas, quase calças, e manga curta. Semicomprida até. Mais um pedaço e era um casacão de lã. Eu não sou bife! Nota-se logo porque não estou vermelho como uma lagosta. Ou encarnado como um lampião! Merda maijósbifes.

- Olha, nós vamos ali a outro sitio qualquer, tábem? Renheunehuenheunheu pela tua cara de azia nheunheunheunheu para não te rires dojoutros blablablabla crepes de chocolate. Chuaaaac. Pode ser que a segunda parte corra melhor. Ou então não ahahahahaha.

Este sacana vai-me cobrar algum euro por uma trampa de um café meio aguado. Bem feito que lhe vou ocupar a mesa quase uma hora e não vou consumir nem mais um palito. Café, mainada. Esse café que vocês servem aos bifes vermelhuscos, que remédio. 

Havia de ir lá para dentro, a ver se escapava à aragem. Nepias, vai começar, nem mais um passo! Vamos massacrar estes briguéis, é hoje Jorge!  Oh pró anafado já a olhar pra mim de lado. Fuoda-se, ainda agora aqui me sentei e já queres que me vá embora? Deves pensar que tens aí uma excursão de bifes à espera de mesa. Tá bem tá. Cá pra mim é lampião o camurso. Com aquelas trombas, não me admirava nadinha. Até parece que só eu é que estou aqui só por causa da bola. Raisparta! Epa, substituição. Quê?? O Corcunda ainda estava a jogar? Era por isso que isto andava emperrado. Agora com o duplo André é que vai ser o massacre d'há bocado. 

Se calhar era melhor pedir mais qualquer coisa. A ver se acalmo o badocha. Deixa acender um cigarro para entreter, sempre passa maijum bocado. Oh pra ele quase a deslocar uma vértebra para tentar ver o resultado. Filho de uma traineira, estás todo pimpão não estás? Oxalá o Juses te encave o ano todo. Ou o Arouca. Era melhor o Arouca. Que pelo que se vê aqui, ou é o Arouca ou sais desta com dois pontinhos de avanço, putaquepariu.

Porra, que trampa. Isto nem sem o Varela lá vai. Estou a entrar em modo MST, detesto! E não sei se é impressão minha ou então o gordo está cada vez maior. Pudera. Deve andar a enfardar os restos das hamburguesas dos bifes às escondidas. Não gramo do gajo, pronto, fazer o quê? Ainda por cima lampião! É ele e este Ruben Coiso que está sempre a mandar vir. Que irritante! Traz lá uma caipirinha ao preço do Möet, oh baleia fora d´água. Chega como consumo por 45 minutos? Tu vê lá. Com pouco gelo, ohfaxabor. Com este frio a mistela arrefece por si. E se eu quisesse águinha ia ao wc.

Ai foda-se que lá se vai o cinzeiro cocarvalho. Caraças pá! Tajolhar paonde bife? Nunca viste uma murraça no tampo da mesa não? Queixa-te ao cabrão do lampião, anda. Até o Pena marcava aquilo, carago! O Pena? O Kaviedes montado no Pizzi tinha feito golo. Kéketedeu ABUMba?! Ui, lá vem o gordo de pano em punho. Ele que se lembre de mandar vir. Estou mesmo, mesmo no ponto. Aliás, é que lhe digo já tudo nas trombas antes de ele se pôr com merdas:

- Ihih desculpe lá. Já se sabe, isto da bola ihih. - Cara de parvo.

- Oh, não se rale. Nunca temos sorte na Madeira. - Apanha duas beatas do chão e volta para a trincheira-balcão.

Temos sorte? Porra, o gajo disse temos! É dos nossos, magano. Bem me parecia que a caipirinha tinha demasiada cachaça para ser lampiona. E o açucar parece mesmo amarelo. 

Está mais magro o tipo. Emagreceu a olhos vistos desde o ano passado. Mas tem um aspeto saudável. Não será doença. Deve ser exercício. Mens sana en corpore sano. Tem que ser amigo! Longas batalhas nos esperam, grande irmão. Grande no bom sentido, está claro. Visivelmente mais magro, sem dúvid... Naaaaaaaaaa, na barra não!!!! Não pode ser! A sério? Concentra-te Silva, inspira, expira, repete comigo: Não bater em bife, bife ser um mastodonte, bife rebentar-te fuças. Maijuma vez: inspira...

- Renheunheunheu magotes de gente blablabla são os melhores crepes, disso não há dúvida nheunheu empataram?! Ihihih karma is a bitch. - Oh pra mim no meu metro e setenta e picos, de cima dos saltos altos, a espalhar bom aspeto pelas esplanadas das redondezas. Oh well, a vida de um homem não podia ser só empates na Madeira.


...

- Descontrai Espanhol. Olha, vamos jogar ao enforcado para espairecer hein?

- Buera.

- Começas tu. A palavra é: 


M - - - - - M O

Agora dizes uma letra.

- E.

- Na! Vou dar-te uma segunda...espera, esta já é a segund... - Alguém interrompe:

- Shhh, cala-te, já desenhei a forca. Continua, continua...

  

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Nomes - 19.08 D.D. ou o Infindável Fim da Eternidade




O Verão transpira das paredes. Gosto de imaginá-las caiadas. Como sempre, sobramos poucos. Entretenho-me a fazer molhos de folhas soltas na mesa do velho.

- Também tem números. Pensei que eram sempre letras.

- É raro. Deixe lá ver. Sim, essa tem. Ponha neste monte.

" Nomes - 19.08 D.D.

No som de fundo da tarde - é provável que esteja calor - a TV anuncia a estreia do supostamente Último Dia de Verão de Phineas e Ferb. Tremo. Como se uma gigantesca marreta se arremessasse contra as fundações de mim. Este é o Verão Eterno, as Férias Intermináveis. O que perdura. Como a tua memória?

De novo obrigado a parar perante este eu, desenlaço os pedaços de Ti que me restam: A foto na carteira, porque não me quero esquecer daquele teu rosto; as palavras, distribuídas pelas famílias, que já ganharam outras vozes e se deixaram, por vezes, apropriar por outras pessoas; alguns traços de carater que teimo em acarinhar, porque gosto de os ver como uma linha direta a ti. Mesmo que não concorde assim tanto com os rumos de ação que indicam. Oh, está bem, é verdade: Alguns traços de carater que teimo em fingir que são meus, mesmo que depois a prática demonstre que não. Só porque te trazem de rompante ao topo da memoria; o cheiro de um perfume do qual não guardo já o nome, mas que se cruza comigo na rua de tempos a tempos; o comprimento das tuas unhas, as mãos inteiras, embora não consiga mais reproduzir a sensação do teu toque; a voz escapa-me. Em momentos muito fugidios oiço-te distintamente em frases curtas ou farrapos de uma canção de ninar. Ô nha mãe. Ninániná.

O que eu me prometi, e a Ti, se bem te recordas, é que permanecerias intacta. Que através de mim seria possível reviver-Te. E creio que falhei. Estaria condenado ao fracasso de qualquer maneira, a menos que me morresse muito depressa. O tempo passa inexorável e destrói-nos nos outros. Esforço-me - agora mesmo - por recordar as coisas de Ti de que não gostava. Porque é certo que as haveria. E não consigo. A que és hoje é toda ternura e perfeição. Isso não és Tu inteira, pelo que te devo uma desculpa: Perdoa, já não te posso viver completa.

Agora apertam as saudades de tudo o que não recordo. Dos negrumes que preencheriam os espaços vazios. Pudesse eu não ter tornado todos os momentos de Ti numa festa, numa lição, num rumorejo de sabedoria intemporal. Quisera eu escapar aos dias marcados, às Aleluias da invocação das Tuas datas. Se te garantir que em todos os instantes me és presente, minto-te. E se te jurar que nem sempre Te lembro, minto-te de novo. Só não sei se aquela de ti que me habita és ainda Tu ou já uma construção com marca de autor. Este teu criado.

Como o Verão do Phineas, também Tu és parte das coisas Eternas. Que se acabam reconstruindo-se. Tornando Interminável o momento do seu Fim.

Detenho-me assim naquele Agosto que não experimentaste, mas que será para sempre teu. Porque Agosto é nosso, Eternamente."


sábado, 15 de agosto de 2015

SMS e biquínis ou o blogger a banhos



"Señor Pegui, as linhas laterais para o Maxi contam, ok? Depois não diga que não avisei e que sou isto e aquilo. Envie um abraço ao Fábio. Aliás, deixe estar, eu ligo-lhe mais tarde. Para lhe dar aquela força. Cumps. VP"

"Lotocoisopegui, sorte não! Visão. Se pensas que fora por acaso, estaras bem enganado. Cachaço muita forte. JJ"

"Mister, estivemos um ano a preparar este onze. Sabíamos bem quem ia dar de frosques. Portanto, boa sorte para logo, embora não me pareça que seja preciso sorte. Abraço. JNPC"

"J, farto do Lima até ao tutano. Não é desse, é do Lucas. Vou enviar Juanfer por fax. Hi5. Antero"

"Julen, só para te lembrar: se ganhares tudo cá no burgo e te ficares pela fase de grupos da Champions, não vou ficar contente ;) #tudoparanosnadaparaeles. Silva"

...

- É hoje o Porto? - Pergunta de dentro do biquini que decidiu tornar espetacular hoje.

- Yep... - Pouso o telefone dentro da saca.

- Não vás fazer vergonhas para o bar do empreendimento, tajóbir?

- Na, tranquila. Vamos espetar... - Interrompe:

- Cincazero! Como sempre...

- Vamos ao banho que eu preciso de cumbersar com esse biquini.



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Foi bonita a festa pá! E o circo também foi engraçado...

Gamada à má fila de algum sitio, através do google. Sorry mates.


A abertura da época de caça aos títulos começou bastante bem: Uma francesinha de estalo na Cunha, em fantástica companhia. Nada como um pouco de bench marking para desanuviar.

E prosseguiu de modo muito agradável, com uma festarola entretida, cheia de gente em ambiente bastante alegre. Claro que passei o tempo a pensar na mousse de chocolate da Licas. É bem boa. A mousse. Tarados.

Uma coisa que me chamou a atenção, foi a quantidade de hamburguesas e cachorros quentes que a malta conseguiu aviar na ocasião. Foi um corrupio nos bares que só visto. Já perceberam que estava, a um tempo, em lazer e em missão de espionagem ao tasco alheio. Fiquei cheio de inveja. A localização é tudo. Aqueles tipos conseguem vender toneladas de petiscos de segunda a preço de lagosta. Raisparta! Rolava a bola há uns 20 minutos e já havia quem se levantasse para ir buscar mais uma sandocha. Pelo corredor apertado entre filas, pumbas, lá esbarravam com quem, no sentido contrário, voltava ainda da expedição pré-jogo. Mas predominavam os sorrisos, os bronzeados e uns quantos fazcuidadocusenhorMichel, attention, antes que te meta uma lambada que te desviro les trombes. Cabrão do puto.

Andaram pelo relvado uma espécie de bonecos de chocolate que provocavam uns efeitos engraçados. Sobretudo quando se postaram mesmo de frente para a minha arquibancada, durante a chamada. A propósito de chamada, o Adrián faltou e parece que não vai trazer justificação dos pais. A propósito dos bonecos, fiquei sempre na expetativa que voltassem os dragões e lhes arrancassem a cabeça à dentada ou assim. Depois vinha o Julen com o seu espadalhão pôr os bichos na ordem. Mas não, eram só para fazer feitio. E não ficavam mal os bonecos de chocolate. Mas podia ter aparecido o coelhinho...

- Não, não, Silva. O coelhinho foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo.

...

Aaaaaah ok, foi então para o Algarve. Na colónia balnear do que resta do Império, montou-se um circo de se lhe tirar o chapéu. Acrobatas, trapezistas, contorcionistas, um anão coxo, uma mulher barbada e uma quantidade alucinante de palhaços. Pensei mesmo que estava a ver o American Horror History on ice ou o raio que os partisse a todos. Puro freak show. Mas fiquei feliz por, finalmente, descobrir quem é que o Bruninho me fazia lembrar. Desculpa lá oh Kathy Bates...

Pelo meio dos diversos números e palhaçadas, disputou-se o mais megafantabulástico jogo de que há memória, passada e futura, que decidia a mais importante Taça da História Universal, a seguir à Taça da Liga e à Taça Latina.

Tudo correu dentro da normalidade. O árbitro roubou indecentemente o adversário dos lampiões. Ao mesmo tempo, roubou à descarada o adversário dos lagartos. Tudo normal pela segunda circular portanto. Nota paralela para a atenção prestada pelo CA ao mercado de transferências. Bem patente no penalty escamoteado no Dragão. O Emplastro era o mesmo, a camisola é que era outra. Ao nível da arbitragem está tudo pronto para isto começar a sério. Bem hajam.

No fim acabou tudo à batatada. E assim é que está bem.

Apontamento final para o aumento desmesurado do meu nível de exigência para esta época. Depois deste fim de semana, não me basta ganhar. Quero esmagar!

...

Enfim, isto relido, acho que a vida comigo não deve ser fácil. Oh well, nunca mais é Natal...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Nomes - AR (ensaio) e uma efeméride.



- Esse monte não parece diminuir, avôzinho. Mas tem ar de estar mais arrumado... - Ele levanta os óculos da pilha de papel e fita-me com ar um tanto desolado.

- Está mais organizado, mas... Tem tantos twists, Silva. Fica difícil dar ordem. E mudam os géneros... - Interrompo:

- Quê? Tipo Zubaida?

- Não, sua besta! Os literários.

Pego num papel qualquer. Pergunto:

- Posso? - E leio antes de ter resposta.

" Nomes - AR (ensaio)

Aprecio-te. Moderamente, por vezes. Outras, de forma intensa. Nunca te detestei verdadeiramente. Creio que passo uma parte significativa da minha existência a justificar-te. Porque erras, oh se erras. Mesmo sem querer, não passa a estar certo. Mas hey, isso são os amigos. E nós somos umbilicais, meu caro.

Aprecio a maneira como carregas esse interminável numero de pesos e pessoas e coisas e sítios. E culpas. Das tuas, das dos outros, algumas do Mundo, mas poucas destas. Pensas que não reparo, mas eu vejo o esforço com que caminhas direito alguns dias. Noto a gota de suor a formar-se sobre a veia. Pode muito bem ser que sejam apenas os meus olhos - e tu sabes que já me falham. -, mas hoje é um belo dia para saberes que aparentemente consegues. Andar hirto e com um semi-sorriso. Ainda mais importante, o teu andar não denúncia a carga. Antes torna-a invisível. Tenho a certeza que é mesmo esse o objetivo. O teu. Eu caminho à volta, pronto a apanhar o que eventualmente percas. Ou a dar-lhe um chuto para longe. Terás que confiar no meu critério.

Aprecio, vê lá bem isto, a maneira como te comoves com músicas. E com poemas. Anónimos às vezes (não querido amigo, não conjeturarei acerca disto). É quase como imaginar-te de negro e picos a passear um yorkshire. De colo. E aprecio igualmente o cuidado meticuloso com que constróis tantos tu. De tal maneira que não há como não se perder no meio da vasta multidão. Perder-te. Deixar de saber qual é aquele de que inicialmente gostámos. Procurá-lo e não voltar a encontrar. Ou perceber que nunca lá esteve. Ou que é todos. A grande alma desta turba. O Nirvana, porque não? É por isso que tendem a abanar a cabeça para si mesmos e a ignorar os teus olhos molhados. Por um som? Uma palavra? Entendes que não é diretamente claro para todos que isso seja possível. É dissonante do contexto e do cenário. E foste tu que os pintaste. Ao contexto, ao cenário e, em tantos dias meu caro, a eles.

Aprecio a tua desconstrução do sentimento. O modo como o desfias em pedaços cada vez mais simples e o amas nessa simplicidade. O de repente em que os amores se cristalizam em momentos que guardas tão intensamente para a vida. Como se Amor pudesse ser meio e fim, em si próprio, simplesmente. Não sei o que pense dessa capacidade de tornar pessoas e lugares em momentos a que se regressa. A possibilidade de reprodução diferida da felicidade é uma vantagem que nos tens. É uma vitória sobre a Morte, mas não sobre a memória. Que te escapa. E voltas. E levas-me, a mim, o teu mero Vigilante. Ou o teu Deus. O teu Amigo, atrevo-me? 

Aprecio saber que te vês. Que perante ti nunca tens a pretensão da falsa modéstia, nem da vaidade, nem da complacência, nem da exigência militar. Vives-te. Toca-me, acredita, a honestidade com que te conversas. Como se diz? Sem tretas. Com um sentido quase Oriental de resignação. E aprecio essa espécie de clarividência arrepiante, que sei que detestas por te roubar a surpresa à Vida. É ternurento o zelo com que ergues os muros e trancas as portas. E ninguém vê. Exceto eu. Mas já sabes, eu não sou os outros, nenhum deles. Somos umbilicais. E és apreciado. Parabéns!"


...

A 6 de agosto de 1945, pela manhã, a cidade Japonesa de Hiroshima foi varrida do mapa. O Japão reconstruiu-se e ocupa no Mundo o lugar que a sua História e Cultura merecem. Precisamente hoje, tive oportunidade de conhecer a primeira metal girlsband...Japonesa, está claro. Enquanto uma parte de mim já está a decorar a letra e...errr...a coreografia; outra pensa: humm, estão a pedi-las outra vez! Enfim, é um dia em que há tendência para acontecerem coisas. Umbilicais...

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Um dilema e opiniões de litro...



Dizia há dias um freguês da Tasca que a malta já andava a ressacar o cheiro da relva. E agora parece-me que já o sinto no ar. Está mesmo ali ao virar de sexta-feira. Ainda por cima, logo no dia seguinte começa a competição a sério. E eu não consigo - mea culpa, mea maxima culpa - ficar indiferente a um Calimeros vs Lampiões. Sendo o primeiro jogo a contar para alguma coisa que não seja ATacéNossaPorkeNósékInventámojisto, acho inclusivamente que me verei obrigado a ver a bola. Assim como um junkie a partir a careta com álcool na falta de pó.

Parecendo que não, isto é uma treta do caraças. Estou embrenhado num dilema de difícil solução que ameaça roubar-me alguma paz de espírito e mesmo o sono. O que não são boas noticias para quem tiver que dormir comigo. You were warned!

O problema coloca-se maijomenos assim: Quem é que eu quero que ganhe? Sim, sim, perderem os dois é que era, Senhor Alvarim. Mas uma vez que isso não é possível, vá-se lá perceber porquê, é suposto eu querer que um deles ganhe. É um defeito, uma deformação vá, que me leva a fazer o mesmo até nos jogos de dois contra dois e balizas de chinelos na praia. Torço sempre por alguém. Ás vezes muda durante o jogo. É patológico, eu sei.

Por norma, e nos últimos muitos anos, não teria nenhuma dúvida: Era esperar que os Lamps fossem enrabados violentamente com um ananás panado em gravilha. Mas agora temos o Jergo Juses do lado Calimero e eu embirro com o gajo. Só estou bem quando o homem está de joelhos a ser abusado por uma tribo de pigmeus megadotados. 

Por outro lado, há sempre esta tendência transversal de ser porusmaisfracos. Depois de terem andado a banhos pelas Américas, parece que não há Lampião que se aguente das canetas. Para além de que levaram na boca de tudo o que era equipa da Amerindía, incluindo uma que parece que até o Eusébio ainda lá joga - o Diabo seja como o Vitor Pereira - ou então fui eu que percebi mal. Isto é uma grande porra, porque me levanta questões de principio em torcer contra o 5LB, comme d'habitude.

Para cúmulo, os Calimeros andam cheios de gás. Parecem o Senhor Monteiro da Silva depois de aviar sozinho uma dose de tripas para dois. Santificados pela presença do supra-sumo mestre catedrático da tática e da culinária e da estratégia geopolítica, estão que ninguém os cala. Ás vezes até parece que os oiço a cantar NinguémpárohCalimerolé. É claro que isso me irrita solenemente e me faz ter ganas de os ver a serem terraplanados pela nave do Independence Day ou assim. Só que dar voz a esta raiva, implicaria implicitamente (olha,olha, ca lindo pleonasmo, hein xôr Lima?!) puxar pelos burmelhos, o que me provoca brotoeja. Aliás, já tenho os pés cheios de borbulhas só de pensar nisso.

Neste momento, inclino-me a torcer pelos bifes bêbados que compraram bilhete a pensar que iam para o Aquashow. Majé uma alternativa assim pró fraquinho. Se tiverem ideias, a gerência agradece...

...  

Por falar em dilema, pensei seriamente em publicar - o que quer dizer que está escrito - um post intitulado "Vamos à bola, Silva?". O título pode parecer um pedaço narcisista, mas já que estou incluído no Rancho Folclórico "Gordos, Feios, Porcos, Convencidos e Maus" e não sou gordo, a mãezinha sempre me disse que era lindo e sou asseadinho, só me resta ser Convencido e Mau. Pois seja. 

Arrumada a parte do Convencido, pus-me a pensar se isto não sou eu a ser um bocadinho para a banda do foda-se. Quer dizer, pus-me a ser Mau. 

Na verdade, não fica mal enfiar umas nos cravos e outras nas ferraduras, sobretudo se isso for uma atitude genuína. I mean, se se acha mesmo que qualquer de duas posições aparentemente antagónicas estão erradas, então deve-se dizê-lo. Ou então, se se crê que só os opinantes é que pensam estar em posições antagónicas, quando no fim do dia defendem o mesmo ponto de vista, ainda que por trilhos diferentes. Aí é bom alertá-los. Mas isso é ser equilibrado e até, o Conselho de Redação d'A Bolha não permita, imparcial. E vá que eu não sou. Até porque ficava o nome do Rancho comprido que não lembra: "Gordos, Feios, Porcos, Convencidos, Maus, Equilibrados e Imparciais". Ufa, que canseira. 

Vai daí, fica a posta guardada - como se alguém quisesse saber disso! - para outras núpcias. Isto é, para quando não estiver irritado com o chamado Delito de Opinião. E agora estou! Oh topem:

- Malta, sou heterossexual!

- Foda-se, que preconceituoso do caraças. Porra, homofóbico, é o que tu és. Agora discriminas é?

- Hein?! Eu não, eu só disse que eu sou...

- Shhh, cala-te, antiquado!

A opinião afinal não é assim tão livre? Porque recarga de água é que um tipo tem que ser assado só por dizer que não gosta assim? Porque acontece:

- Malta, gosto de bifes!

- Agarrem-no, agarrem-no, não deixem fugir o assassino. Insensível, animal killer! Agora toda a gente tem que comer o que tu queres é?

- Hein?! Não, claro que não, eu só disse que eu gosto de...

- Shhh, cala-te, primitivo!

No fundo, são muitas vezes, que não sempre! - EU NÃO DISSE SEMPRE! (registaram bem??) - os que se sentem oprimidos nas suas opiniões que tendem a desoprimir-se rotulando ojoutros. Isso não está bem, não é bonito e não leva a lado nenhum. Aliás, sejamos então Maus, é estúpido:

- Malta, eu gosto dos jogadores do FCP, acho o Lopetegui um belo treinador e acredito que o Presidente e a Direção nos conduzem por estradas floridas!

- Parolo, ingénuo, conformista, burro que dói! Sou menos portista que tu porquê? Diz lá, anda, porquê?

- Hein?! Claro que não és. Nem eu disse que eras, só disse que eu cá...

- Shhh, cala-te, seguidista!

E no fundo, é verdade que não acordei lá muito bem disposto. Porque o facto é que i dont give a good goddam!

- Shhh, cala-te e traz-muma sande de torresmos, sim? E pode ser uma Opinião também. DelitRo! - E ri-se, sacana do gajo.

...

O Lápis publicou no seu Do Porto com Amor a segunda parte de uma determinada posta. Aconselha-se a leitura das duas partes, sem qualquer conjetura ao número de comentários que cada uma provocou (à hora em que se encerra esta posta). Que por acaso me deixa um sabor de: Shhh, cala-te, estás a oprimir-me! Uh? Argh, conjeturei! Bolas! :)