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| Parece que sinto aqui um nó, pá... |
Parto de uma pergunta simples, a questão seminal na verdade: Porquê?
Porque é que a equipa que dominou todo o jogo, que chegou à merecida vantagem, que tem o adversário encostado às cordas, o estádio em delírio ao seu lado, desiste? Se entrega à forca, na esperança de que o carrasco se atrase e o crime prescreva? Porquê?
Porque, sendo jovens, acreditam que a função do soldado é obedecer e depois pensar. Seguem a ordem, o sinal. E assim morreram, morrem e morrerão, muitos milhões. Boa parte dos quais inocentes. O que é muito mais grave que o FCP não ter querido - porque pôde - ganhar aos lampiões, depois de um banho de bola.
Já toda a gente falou - e refalou - acerca do jogo de Domingo, pelo que basta fazerem o rali das tascas - aqui mesmo na coluna ao lado - e já ficam a saber tudo. E ainda viram uns tintos de eleição.
Também podem ler "A Bolha" e conhecerem o Herói do Povo. Todos os dias me sinto um pouco mais Africano. E Galego.
No entanto, sendo tempo de arejar a Tasca - tenho saudades do chinfrim e do barulho dos copos e de gente a falar alto - não resisto a meter a colher. Até porque creio que, partilhando genericamente da maioria das opiniões, em alguns detalhes penso de forma diferente.
Como seguramente repararam - não vejo porque outro motivo seguem o futebol, senão para aquilatar do meu grau de razão - a equipa que eu escolheria para jogar de inicio contra o 5LB, não teve nada a ver com a que NES escolheu.
Fez ele muito bem, porque o FCP entrou bem, continuou bem, meteu os lampiões dentro do buraco de onde nunca deviam ter saído. É nos buracos que os vermes estão bem. De tal forma que ao intervalo a coisa podia estar resolvida e a malta já podia passar a segunda parte a combinar onde ia jantar e assim. De vez em quando olhava-se para a relva, para ver quem tinha marcado mais um golo dos azuis. Se lhes apetecesse.
Mas o intervalo não fez mal a ninguém. Pelo contrário, provocou yet another indisposição ao melhor jogador dos energúmenos. Pumbas, incha vomitão de um cabrão, já lá mora o primeiro. E nos cinco minutos seguintes, parecia que iam morar mais uns quantos.
That's all folks
NES montou a equipa, gizou a estratégia, é o responsável primeiro e máximo pelo excelente FCP que esteve Domingo em campo. Vulgarizou o Tricolocampeão Nacional, ao ponto de o Arouca e o Brugges terem parecido melhores equipas. Que não são.
Curiosamente, mais em 433 do que em 442. Curiosamente, dando à "nossa" filosofia o seu cunho de rapidez e objetividade. Curiosamente, deixando para Oliver o que é de Oliver e oferecendo-lhe uma linha de passe vertical, mais duas laterais e mais o Silva.
Estou-me um pedacinho a danar para essa história da raça e da entrega e do ADN e de fazer florzinhas nas bordas dos cadernos e assim. Acho que isso tudo faz parte dos contratos principescos que esta malta toda - os nossos e os outros - assina. Era o que faltava que não fossem solidários e abnegados e dessem tudo em prol da equipa. Ainda assim, parece - e é espantosamente aceite - que nem sempre acontece e que é um feito consegui-lo. Nesse caso, é mais um mérito que se deve, e este é transversal a toda a época, acrescentar à conta de NES. Thumbs up, mate.
Desafortunadamente, fico a pensar: Se o cobardolas do Artur não tem impedido que o Silva marcasse aos 25 minutos da primeira parte, o que seria de nós? O que nos reservaria toda uma segunda parte, pelo menos, de aflição, vendo aquela espécie de Tondela a acreditar cada minuto mais, inspirado pela inexplicável paralisia do Brasão Abençoado?
Ouviste bem, oh pessoa que não sabe desenhar, O-BRA-SÃO-A-BEN-ÇO-A-DO! É uma bandeira estúpido! Avança, imortal, indomável, azul, branca. Vês, pela ordem que quiseres, de cor, sem hashtags, sem paneleirices, que a poesia não é para panascas. Panasca!
O meu problema não é que tenhamos empatado. Quer dizer, é, claro, também. Mas o meu maior problema é que nos forçámos a empatar. Não me venham com o Horta. Foda-se, eu estive lá.
No entanto, sendo tempo de arejar a Tasca - tenho saudades do chinfrim e do barulho dos copos e de gente a falar alto - não resisto a meter a colher. Até porque creio que, partilhando genericamente da maioria das opiniões, em alguns detalhes penso de forma diferente.
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Como seguramente repararam - não vejo porque outro motivo seguem o futebol, senão para aquilatar do meu grau de razão - a equipa que eu escolheria para jogar de inicio contra o 5LB, não teve nada a ver com a que NES escolheu.
Fez ele muito bem, porque o FCP entrou bem, continuou bem, meteu os lampiões dentro do buraco de onde nunca deviam ter saído. É nos buracos que os vermes estão bem. De tal forma que ao intervalo a coisa podia estar resolvida e a malta já podia passar a segunda parte a combinar onde ia jantar e assim. De vez em quando olhava-se para a relva, para ver quem tinha marcado mais um golo dos azuis. Se lhes apetecesse.
Mas o intervalo não fez mal a ninguém. Pelo contrário, provocou yet another indisposição ao melhor jogador dos energúmenos. Pumbas, incha vomitão de um cabrão, já lá mora o primeiro. E nos cinco minutos seguintes, parecia que iam morar mais uns quantos.
That's all folks
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NES montou a equipa, gizou a estratégia, é o responsável primeiro e máximo pelo excelente FCP que esteve Domingo em campo. Vulgarizou o Tricolocampeão Nacional, ao ponto de o Arouca e o Brugges terem parecido melhores equipas. Que não são.
Curiosamente, mais em 433 do que em 442. Curiosamente, dando à "nossa" filosofia o seu cunho de rapidez e objetividade. Curiosamente, deixando para Oliver o que é de Oliver e oferecendo-lhe uma linha de passe vertical, mais duas laterais e mais o Silva.
Estou-me um pedacinho a danar para essa história da raça e da entrega e do ADN e de fazer florzinhas nas bordas dos cadernos e assim. Acho que isso tudo faz parte dos contratos principescos que esta malta toda - os nossos e os outros - assina. Era o que faltava que não fossem solidários e abnegados e dessem tudo em prol da equipa. Ainda assim, parece - e é espantosamente aceite - que nem sempre acontece e que é um feito consegui-lo. Nesse caso, é mais um mérito que se deve, e este é transversal a toda a época, acrescentar à conta de NES. Thumbs up, mate.
Desafortunadamente, fico a pensar: Se o cobardolas do Artur não tem impedido que o Silva marcasse aos 25 minutos da primeira parte, o que seria de nós? O que nos reservaria toda uma segunda parte, pelo menos, de aflição, vendo aquela espécie de Tondela a acreditar cada minuto mais, inspirado pela inexplicável paralisia do Brasão Abençoado?
Ouviste bem, oh pessoa que não sabe desenhar, O-BRA-SÃO-A-BEN-ÇO-A-DO! É uma bandeira estúpido! Avança, imortal, indomável, azul, branca. Vês, pela ordem que quiseres, de cor, sem hashtags, sem paneleirices, que a poesia não é para panascas. Panasca!
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O meu problema não é que tenhamos empatado. Quer dizer, é, claro, também. Mas o meu maior problema é que nos forçámos a empatar. Não me venham com o Horta. Foda-se, eu estive lá.
Não aconteceu NADA que não tivéssemos provocado: O aparente domínio do último quarto de hora, as bolas paradas, as recuperações consecutivas de bola contra...ninguém. Fomos nós que abdicámos, não foram eles que conquistaram.
Se NES tem - pode ter! a confirmar - o mérito de ter chegado lá, à equipa e à forma de jogar que nos pode levar a algum lado, também é responsável pela mais estapafurdia estratégia de jogo de que tenho memória: Marcamos, seja contra quem for, e defendemos muito. E defendemos mal. E não queremos a bola, só queremos que o jogo acabe. Depressa, enquanto não estamos a perder. Faz sentido? Não.
Mas se o homem chegou ao futebol daqueles 65 - sim, para mim foram 65 e estou a ser generoso - minutos, então é porque é rapazinho para perceber que se encontra perante uma escolha importante:
1) Investe forte em fraldas para adulto, por forma a minorar a sua compulsiva tendência para se borrar todo, e mantém a equipa subida, intensa, ameaçadora. É que, ao contrário do que o próprio quer dar a entender, isso não depende assim tanto de quem entra e de quem sai. Vejamos:
Compreendi todas as substituições. Discordei de todas. Mas a mim ninguém paga para tomar decisões, portanto bico calado, trabalho de NES.
Com Danilo, Ruben e Otávio no centro, o FCP tem toda a capacidade para ter bola e a manter longe da sua baliza. O chuto desesperado para a frente treina-se à semana, não é característico destes jogadores.
Ajudados por Layun numa ala e Herrera na outra então, não há meio-campo adversário que cheire a chicha. Resta-lhes mandar bolas da defesa para os pinheiros lá da frente. E o jeito que nos dá ter centrais em boa forma. Inchem.
Só que não. Porquê? Mistério.
2) Torna a nossa saída para o contra-ataque letal. Com médias próximas dos 100% de eficácia. De modo a que qualquer adversário do FCP que se apanhe a perder pense: Tamos fodidos! Ou vamos para a frente e levamos 4, ou perdemos só por 2. Caralho pá.
Simeone demorou uns anos a conseguir fazer isso em Madrid. Com muito dinheiro disponível. Não temos o tempo nem o dólar. Portanto, teríamos que ter o génio. Terá NES?
A única certeza que tenho é que é este o homem que vai mandar até ao fim deste ano, pelo menos. Cá estarei, nas suas costas, pronto a desancar quem se atrever a tentar bater-lhe. O NES é nosso, quem lhe bate somos nós e fodemos as trombas a qualquer paspalho que se habilite a duvidar disso!
Sim, eu disse ano. Your call, Holy Spirit. Mas, por favor, sem desenhos, nem hashtags, nem lugares comuns que me fazem corar.
E Herrera? Uns crucificam-no, outros, apologéticos, defendem que "meh, não foi assim nada de especial". Já esta manhã li, inclusivamente, alguém que defende que o tipo fez bem. Teve foi azar. E também já me disseram que a culpa foi do Pinto da Costa, que não o vendeu.
2) Torna a nossa saída para o contra-ataque letal. Com médias próximas dos 100% de eficácia. De modo a que qualquer adversário do FCP que se apanhe a perder pense: Tamos fodidos! Ou vamos para a frente e levamos 4, ou perdemos só por 2. Caralho pá.
Simeone demorou uns anos a conseguir fazer isso em Madrid. Com muito dinheiro disponível. Não temos o tempo nem o dólar. Portanto, teríamos que ter o génio. Terá NES?
A única certeza que tenho é que é este o homem que vai mandar até ao fim deste ano, pelo menos. Cá estarei, nas suas costas, pronto a desancar quem se atrever a tentar bater-lhe. O NES é nosso, quem lhe bate somos nós e fodemos as trombas a qualquer paspalho que se habilite a duvidar disso!
Sim, eu disse ano. Your call, Holy Spirit. Mas, por favor, sem desenhos, nem hashtags, nem lugares comuns que me fazem corar.
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E Herrera? Uns crucificam-no, outros, apologéticos, defendem que "meh, não foi assim nada de especial". Já esta manhã li, inclusivamente, alguém que defende que o tipo fez bem. Teve foi azar. E também já me disseram que a culpa foi do Pinto da Costa, que não o vendeu.
Mantenho a esperança de assistir, em vida, à apresentação do argumento de que a culpa é da droga da porta 18 e do Orelhas, que outra explicação não existe para o lampião se ter conseguido desviar.
Estão todos, claro!, errados.
Devia ter sido Brahimi. Porque seguraria a bola mais longe, porque era capaz de fintar os mecos todos e fazer golo ou, pelo menos, eles pensariam nisso. Devia ter sido Brahimi, porque os 4 minutos passariam mais depressa entre uma falta e uma caixinha junto à bandeirola de canto. Deles. Devia ter sido Brahimi, porque em vez de tentar acertar no palhaço para ganhar um lançamento, teria agarrado a bola e, provavelmente, sido derrubado.
Estão todos, claro!, errados.
Devia ter sido Brahimi. Porque seguraria a bola mais longe, porque era capaz de fintar os mecos todos e fazer golo ou, pelo menos, eles pensariam nisso. Devia ter sido Brahimi, porque os 4 minutos passariam mais depressa entre uma falta e uma caixinha junto à bandeirola de canto. Deles. Devia ter sido Brahimi, porque em vez de tentar acertar no palhaço para ganhar um lançamento, teria agarrado a bola e, provavelmente, sido derrubado.
Isto é totobola à segunda. Mas se eu fosse obrigado a fazer o Totobola à sexta, devia ser treinador do FCP.
Herrera errou! Grave e estupidamente. E sim, perdemos dois pontos por isso. Se fosse um frango de Casillas, a culpa era de quem? Se fosse um penalty falhado por Oliver nos descontos, a culpa seria de quem? Foi uma Maiconada do Herrera, a culpa é minha?
Ah, não, mas depois ninguém cortou o canto.
Mesmo dando de barato que o ponto é o canto NÃO dever existir, como desculpar Herrera com isso? Vejamos, o 5LB beneficiou de 9 cantos. Um ressaltou na cabeça de Felipe e acabou no poste. Outro deu golo. E 7, foram tão perigosos como o Kaviedes solto na área, a ser enrabado pelo Roberto Dinamite.
Herrera errou! Grave e estupidamente. E sim, perdemos dois pontos por isso. Se fosse um frango de Casillas, a culpa era de quem? Se fosse um penalty falhado por Oliver nos descontos, a culpa seria de quem? Foi uma Maiconada do Herrera, a culpa é minha?
Ah, não, mas depois ninguém cortou o canto.
Mesmo dando de barato que o ponto é o canto NÃO dever existir, como desculpar Herrera com isso? Vejamos, o 5LB beneficiou de 9 cantos. Um ressaltou na cabeça de Felipe e acabou no poste. Outro deu golo. E 7, foram tão perigosos como o Kaviedes solto na área, a ser enrabado pelo Roberto Dinamite.
Em todos, o 5LB aproximou um jogador do marcador da bola parada, na expetativa de um canto curto. Em todos, o FCP, por Corona ou Otávio a maior parte das vezes, colocou um jogador nessa linha, impedindo aquele desiderato.
Todos? Não, um canto resiste ainda e sempre à inteligência. O de Herrera. Aquele que Herrera não apenas provocou, na pior altura possível da pior forma que se pode imaginar, mas ainda conseguiu transformar no único que o 5LB conseguiu bater de forma diferente. Porque se esqueceu de estar onde devia. Apagou. Riu para não se sabe onde. Distraiu-se. Maiconou. Twice.
NES dobrou-nos, Herrera abriu-nos as nalgas e, não contente, empurrou o massajador facial até ao fundo. Sem lubrificação. Porra, dói.
Vamos pois matá-lo? Nem pensar. Nada contra um insulto ou outro nas redes sociais. Afinal, se servem para os moços se pavonearem e hashtagarem tudo e mais qualquer coisa, então é natural que sirvam para ouvirem do que não gostam. Digamos que se recuas para os últimos 30 metros, todo borrado sem se saber porquê, e metes o Herrera... É natural que acabes por não ganhar.
Seja como for, o Herrera é nosso, já foi - e voltará a ser! - muito útil, é um ativo importante e parte do grupo. Deve ser respeitado enquanto tal e recuperado, se for caso disso. O que não significa que não lhe gritem ójóvidos: Tavas a pensar em quê, oh filhadaputa? Voltas a fazer isso, vou-tástrombas!
- Eu também.
- E eu.
- E eu.
- Eu ia já, posso?
- Não! No es todo culpa de Herrera.
Soudtrack to NES: Come on, get up!
Todos? Não, um canto resiste ainda e sempre à inteligência. O de Herrera. Aquele que Herrera não apenas provocou, na pior altura possível da pior forma que se pode imaginar, mas ainda conseguiu transformar no único que o 5LB conseguiu bater de forma diferente. Porque se esqueceu de estar onde devia. Apagou. Riu para não se sabe onde. Distraiu-se. Maiconou. Twice.
NES dobrou-nos, Herrera abriu-nos as nalgas e, não contente, empurrou o massajador facial até ao fundo. Sem lubrificação. Porra, dói.
Vamos pois matá-lo? Nem pensar. Nada contra um insulto ou outro nas redes sociais. Afinal, se servem para os moços se pavonearem e hashtagarem tudo e mais qualquer coisa, então é natural que sirvam para ouvirem do que não gostam. Digamos que se recuas para os últimos 30 metros, todo borrado sem se saber porquê, e metes o Herrera... É natural que acabes por não ganhar.
Seja como for, o Herrera é nosso, já foi - e voltará a ser! - muito útil, é um ativo importante e parte do grupo. Deve ser respeitado enquanto tal e recuperado, se for caso disso. O que não significa que não lhe gritem ójóvidos: Tavas a pensar em quê, oh filhadaputa? Voltas a fazer isso, vou-tástrombas!
- Eu também.
- E eu.
- E eu.
- Eu ia já, posso?
- Não! No es todo culpa de Herrera.
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Soudtrack to NES: Come on, get up!
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Com um grande e sentido OBRIGADO ao Miguel e ao Jorge e à minha Queen Bee - aquele "diverte-te" valeu por um grande "amo-te" - por terem tornado o Domingo num belo dia, nevertheless.







