Fui ver o Ghost in the Shell, como seria expectável. É entretenimento bem divertido, mesmo que um pouco menos emotivo que a manga original. Está bem conseguido, muito Nipónico, com belos efeitos especiais e blablabla, renhéunhéu, Scarlet. Enough said.
Recordei o conceito, deveras interessante, de as pessoas poderem ser enhanced. Não é que seja uma coisa assim muito ficcional, isso de se acrescentar melhorias ao indivíduo. Tipo, um fígado biónico imune ao álcool ou outras coisas igualmente relevantes. Veja-se a tia Lili ou o Cu Kardashian, exemplos extremos do enhancing. Pois, parece que muitas vezes corre mal.
Claro que um gajo fica a pensar que com uma armadura daquelas, até o Noturno teria belas mamas. O que, em si, não parece má ideia. Não é como se houvesse um risco de existirem demasiadas mamas boas no Mundo. Epá, assistimos a um exagero de esplêndidos seios, temos que tomar medidas quanto a isto, no âmbito da ONU. Really?
- Por acaso, não vejo nenhuma vantagem...
- Mas tu és panasca!
- Ah, poijé, tábem.
Por acaso, queria aproveitar esta oportunidade que a mim próprio me concedo, usando a vasta audiência da Tasca - estão bonzinhos, vocês os quatro? - para anunciar que tenho um magnífico argumento cinematográfico pronto a usar.
Trata-se de um enredo muito inteligente, construído a pensar na Scarlet como protagonista, que, estou certo, originaria um blockbuster instantâneo e, quiçá, o início de um novo e rentável franchising de ficção científica.
Resumidamente, a personagem principal enfrenta sozinha uma investida alienígena. Um comando colonialista do Planeta Lesbos, ataca a mansão luxuosa onde a protagonista habita, com o objetivo de testar a capacidade de os terráqueos se adaptarem aos usos e costumes de Lesbos. Testam na piscina, na cozinha, pelos quartos, enfim, testam em todólado.
- Olha que interessante. - Ena, está a ficar m-e-s-m-o interessante.
- Ah, estavas aí, meu docinho. - Acho que estou a morder a língua, credo.
- Estou sempre! E sim, tem potencial, o teu argumento Scarletiano. Parece-me é um bocadinho previsível. Já sei! Vamos introduzir uma reviravolta inesperada. - Entusiasma-se.
- Vamos, vamos. - Nem quero acreditar que estou aos pulinhos, a bater as palmas.
- A Liga dos Planetas Livres, alertada para a missão contra a Terra, envia o seu Super Campeão Lendário, para combater o comando invasor e resgatar a coisinha em apuros.
- Hã? - Espera lá...
- Sim, sim, mandam o heróico Super Évora, com a sua graaaande vara. - Abre os braços, num manifesto, e basto estúpido, exagero. - Tipo, tinha sido enhanced, tájaberohnão? E ele vai e fode aquilo tudo! - Dá uma palmada no balcão e desliza, diáfana, para a cozinha.
Feitiozinho de merda, dass! Bem feito que fica por saber que lhe ia oferecer o papel de vilã. Detesto filmes sem história, só à base de enfeites especiais, pfff.
...
Divergências artísticas à parte, isto do enhanced já vai entrando no quotidiano das pessoas. E da malta da bola também. Ainda agora, a FPF anunciou a introdução do videoclipe.
- Video-árbitro, oh estúpido.
Pois, isso. Lá está, a tecnologia a melhorar a capacidade humana. A ideia é, diz-se, andar depressa com a coisa para acabar com o basqueiral em torno dajarbitragens. Por acaso, inventais pouco, inventais.
Portanto, está tudo convencido que não vamos discutir a falta que não foi, é isso? Nem se vai armar um banzé do camandro porque não houve video-árbitro naquele lance. É que se estava mesmo a ver que era preciso. Roubalheira pá!
Muito menos vamos andar a insultar o árbitro do vídeo, por não decidir como nós decidiríamos. Comprado, suíno! Let alone a origem dajimagens, a avaliação do juiz tecnológico, as condições de trabalho, o subsídio para a pipoca, a nomeação do gajo, o número de vezes que intervém, o número de vezes que não intervém e a marca do equipamento de videovigilância. É o polvo, é a fruta, é o Elefante Branco, o Calor da Noite, a Churrasqueira do Campo Grande!
Eu sou a favor desta coisada, porque acho que ajudará a que hajam MENOS erros. Nem que seja por vergonha. Em dependendo da forma como aplicarem o conceito, está claro.
Se é para cada jogo ter quatro horas, trêjimeia das quais a ver um bando de patêgos a olhar para uma TV, então não vai servir para porra nenhuma.
O que tenho a certeza que não acontecerá, é cumprirem o objetivo pelo qual se apressam tanto com isto. Ou seja, se a ideia é calarem a revolução e a reação - porque ou se calam todos ou ninguém - podem tirar o cavalinho da chuva. Digo eu.
Por isso é que lancei, desde logo, uma proposta muito mais arrojada. Cá para mim, havíamos era de ter enhanced refs.
Quais vídeo, quais sistema de comunicação rádio, quais nada. Até porque toda a gente sabe que o vídeo matou as estrelas da rádio. Como o Tiago Antunes, por exemplo.
Advogo que se implante um olho biónico no árbitro. Com ligação à NASA e câmaras HD e mega-zoom e infravermelhos, raio laser, tomografia axial e outras cenas muito fixes e altamente avançadas que eu não entendo. Com emojis e tudo. Issékera!
Ah, em vez de um apito, implantava-se uma sirene de petroleiro nas cordas vocais do Xistra da vez. Para impor respeito. E também se dava ao gajo um sabre de luz.
No lugar de mostrar um amarelo por uma entrada perigosa, corta-se uma mão ao jogador ou assim. Se for azulibranco, vem o Capela e decepa o moço.
A minha sugestão já mereceu o apoio das mais altas instâncias da Política, da Justiça, da Finança e, claro, da Bola. Isto é, de todo o 5LB.
Pedem apenas, e só, que introduza uma alínea, explicitando que o olho biónico é uma réplica da vista esquerda do Pedro Guerra. Isto é, que se lhes meta a BTV no olho.
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Só naquela de verem o nível aqui do je, posso garantir-vos que as eleições Francesas serão ganhas pela direita.
Até vou mais longe e digo que ganha o Macron. Majisso era fácil de topar. Para já, o tipo foi sujeito a um enhancement logo na adolescência.
Uma professora fez-lhe um upgrade etário, muito catita até. O que, parecendo que não, lhe dá uma grande vantagem. Quantos de nós andamos sempre a dizer: Ai se eu soubesse o que sei hoje. Pronto, o gajo sabe o que deveria saber daqui a unjanos. Isto desde petiz.
Já a facha concorrente, a gente olha para aquilo e percebe logo que melhorias não teve nenhumas. Que traste, credo.
Ainda lhe propuseram instalar-lhe uma consciência, majela diz que numlhetábádarjeito. Quijantes um bigodito. Uma coisa pequenina, só assim por debaixo da penca.
Que quase, ou mais de, 7 milhões de pessoas venham a votar naquilo, é muito preocupante. Haviam de meter cérebros nas pessoas. Para terem memória, foda-se!
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Um estudo que agora numalembra quem fez, determinou que 99% dos jovens Portugueses estão online. Parece-me razoável. O outro por cento, anda a pastar cabras na esperança delhaparecer Nossa Senhora.
A propósito do que, foi um enhancement bem porreiro à semana que vem do Funcionário Público, a ideia da tolerância de ponto. Eu cá também acho que os privados são todos laicos, como o Estado. Ai, espera...
No caso das reformas, estou igualmente de acordo em que se venha a beneficiar o servidor do Estado. Só o stress que um gajo sofre a carreira toda, em busca de novos argumentos para não fazer nenhum, de um médico que lhe passe uma baixazinha psiquiátrica e isso tudo, justifica bem a diferença.
Em querendo trabalhar - que também os há! Devem ser enhanced. - têm que levar com a má cara dos colegas, basto aperreados pelo mau exemplo; a má vontade da chefia incompetente; e as generalizações parvas de anormais como eu. Pá, ser funcionário público não é doce.
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De volta à bola, o FCP joga com os Brigueis 2.0. Olha pá, sei lá, espero um Porto 5.0, está claro.
Já o Sport Voucher e Carnide vai à pesca a Vila do Conde. Venha de lá uma rabanada de vento do caralho que lhes foda aquelas trombas todas, é o que lhes desejo.
Ou ganhamos e o 5LB perde; ou eles perdem e nós ganhamos. São as hipóteses que vejo.
Hã?
Hã?
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Eu cá não preciso de enhancement nenhum, pois claro. E quem achar que é uma bela altura para fazer piadas muito estupidas sobre isto, envolvendo pessoas com nome de cidade Alentejana, pode conversar com o meu advogado. Especialista em divórcios! Entendido?
Ou como dizia a mais nova, quando era ainda mais nova e já fazia parte dos 99%: A tua cabeça não apanha rede aqui, poijé pai?
É, filha, é mesmo. E não tem melhorado nadinha cujanos, Deusmabençoe.
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- Oh Pedro, já sei como é que vamos fazer a sequela!
- Qual sequela, Senhor? - Intrigado.
- Atão pá, a do catraio. JC II: Second coming. - Desenha um reclame luminoso de cinema com as mãos.
- Ora, deixe-Se disso, já Sabe que o Menino não está disposto a continuar essa saga. Diz que o aleijam.
- Na, desta vez não. Vou mandá-lo com aquele fato do Robocop! Crucify that, bitches! - Um gesto: Drop the mic.
Hã?
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Soundtrack to enhanced refs: I keep the country clean.











