sexta-feira, 7 de junho de 2019
Balanço 18/19 - III: Future World
quinta-feira, 30 de maio de 2019
Balanço 18/19 - II: Trial by fire
Pois claro que é um orgulho os sub-19 serem campeões europeus e nacionais; naturalmente que é maravilhoso festejar os títulos do hóquei e do andebol; raios, venha até a natação, que ganha sempre qualquer coisa e ninguém liga nenhuma. Ganhou?; ah, e o bilhar, evidentemente, porque não queremos deixar o Figo mal visto.
Ou será que alguém pode duvidar que, fosse Sérgio Conceição treinador do 5LB - ou venha algum dia a ser - já seria - ou virá a ser - um herói nacional? Elevado a mito, ao nível do melhor Mourinho? Que digo? De um Cristiano Ronaldo! Sendo nosso, e dos nossos, é tratado como um grunho. Que está longe, mas tão longe, de ser.
domingo, 26 de maio de 2019
Balanço 18/19 - I: Flashback e Contexto
Direto. Diríamos grosso, porque sabemos que curto não será quase de certeza. Mas, tirando estes, sem floreados e metáforas e segundos sentidos. A Tasca agora é exclusivamente o que me apetece, quando me apetece e para o que me apetece. Desta vez é bola. Pura. Acabou a época e eu estou a ponto de sufocar se não disser umas coisinhas. Bem, umas quantas. Bastantes. Tantas que não me chegará a jornada de A Culpa é do Cavani que, certamente, tratará destes balanços. Por outro lado, tenho saudades de partilhar estas conversas com malta que, eventualmente, nem sequer ouve o podcast. Prontos? Na verdade, quero lá saber se estão. Eu estou! É quanto basta.
Por hoje, ficam as duas primeiras partes: Flashback e Contexto. Ficarão a faltar outras duas: Trial by fire e Futuro.
Por isso, Sérgio Conceição foi o grande obreiro daquela conquista. Não porque tivesse conseguido produzir qualquer milagre futeboleiro, mas porque conseguiu trazer de volta o espírito do Dragão - e poucos conseguiriam - e, ainda mais importante, somou vitórias, esse combustível infalível para a nossa chama. Pelo que leram acima, sabem que não posso ser mais honesto do que isto. Tendo perdido, teria a mesma responsabilidade de qualquer treinador do FCP que perde. Tendo ganho, é apenas justo reconhecer o papel que desempenhou nessa vitória: o principal!
Portanto, é natural que em alguma altura se esgote. E esgotou. Esgotou tanto que nos demos ao luxo de "calar" o treinador durante boa parte da época, no que toca às arbitragens. Aquele que, cavalgando a clara injustiça com que temos que nos confrontar semana após semana, trouxera de volta o espírito do Dragão, via-se desautorizado, em direto, por um qualquer invertebrado com tempo de antena. Por alma de quem o tem, não sei, mas gostava. Até porque depois tenho que aturar as redes sociais que acham que A Culpa é do Cavani não deve transmitir aqui ou acolá, porque são vermelhos ou encarnados ou rubi. Já esta contribuição, sei lá até que ponto decisiva, do canal do clube para a bela merda que foi esta época, epá, lá acontece, merdas que já se sabe, é correr com o gajo, siga. Siga tudo na mesma, portanto...
terça-feira, 14 de maio de 2019
Casa Velha
terça-feira, 30 de abril de 2019
Panquecas, sempre!
Tenham em conta que eu sou um fulano que passa imenso tempo em comboios, em trânsito daqui para lá e volta. Nem sempre me dá para trabalhar, nem sempre me dá para dormir. E o tempo tem que se desfiar, certo?
Reunidos, fumando. É possível que haja uma ou outra cerveja, das médias, mas desta perspetiva não podemos ter a certeza e ainda faltam uns tempos para haver VAR.
- Quem é facho pá? Detono-te essas trombas que nem a tua mãezinha te reconhece pá! - Depois, entre dentes. - Panascas pá.
- Hã?
- Panados pá. Vou buscar os panados, era isso.
(Eu sou um mero narrador de mim mesmo, não tenho como explicar o facto de o tipo das gravatas garridas do Parlamento Inglês estar metido no 25 de abril. Aliás, cá está um dado histórico que escapou, até hoje, a quase toda a gente. Menos ao Marques Mendes, está claro. Esse de certeza que sabia ou, pelo menos, desconfiava. Pá.)
(Esta menção anacrónica não teve o patrocínio da marca citada, o que é uma manifesta infelicidade para este que vos escreve. Atentamente.)
- Por acaso já ia, oh meu Capitão.
- Hã?
- O panadinho. Será que alguém se lembrou de trazer médias?
- E a tropa não se pode manifestar, senhor Presidente do Conselho? Se calhar está a tropa farta da guerra.
- Pois claro, oh Coiso, e depois vem a Polícia e faz greve ou assim. Olha, invadem os degraus da Assembleia, por exemplo. Deixe-se de parvoíces e providencie o automóvel que lhe pedi! - Já muito vermelho.
Peço imensa desculpa. Grato pelo vosso tempo. Eu saio sozinho, obrigado.
domingo, 14 de abril de 2019
AVISO
Reabre brevemente a TASCA DO SILVA, com a mesma trampa de gerência, o serviço de sempre e o menu do costume. Para quem se lembrar...
sábado, 16 de fevereiro de 2019
A Declaração de Voto de Anastásio Silva
- Avancemos então para almoço... - O senhor Secretário sussurra ao ouvido do senhor Presidente, interrompendo-o. - Mesmo? Quem? Bom, parece que temos ainda uma inscrição. Falta a declaração de voto do senhor deputado Anastácio Silva. - Perscruta a câmara com o olhar entediado, sem fazer ideia de que de ala se levantará a voz que se interpõe entre o seu apetite e a chispalhada à transmontana das quintas-feiras.
- Anastásio, senhor Presidente. - Uma voz mais ou menos a medo. Os membros das bancadas da frente viram-se. Na verdade, todos se viram, exceto os integrantes da última fila. A esses basta-lhes entortar ligeiramente o pescoço.
- É mesmo Anastásio, com esse. - Encolhe os ombros no seu fato creme, nada slim, dos baratos, mas impecavelmente engomado e vincado. Desta narrativa distância, não se lhe vislumbra nenhuma nódoa na parte visível da camisa branca ou na gravata azul marinho. É um homem mais ou menos baixo, mais ou menos gordito, mais ou menos calvo, de grandes óculos com armação de massa que lhe filtram os olhos mais ou menos mortiços.
Não há naquela Casa da Democracia, do Povo, portanto, registo de que Anastásio Silva, deputado, tenha antes usado da palavra. Encontra-se uma inscrição, por alturas da primeira legislatura, mas infrutífera, dado o acaso de terem os dignos representantes da Nação se pegado à bofetada e a sessão sido interrompida com recurso às forças da ordem.
(A propósito do que: ORDEM, oh Narrador! Voltemos à vaca fria, que se acaba a chispalhada antes de o senhor Presidente chegar e é o cabo dos trabalhos para aturar o homem de mau humor.)
- Como queira, deputado Silva. Pedia-lhe era que se despachasse que a nossa vida não é estar para aqui a ouvi-lo. Para além de que é de mau gosto fazer-nos isto a uma quinta-feira, mas você lá saberá de si. Adiante, faça lá a sua declaração de voto em relação ao decreto que entretanto já foi aprovado. Inclusivamente com o voto da sua bancada parlamentar. Entende a perda de tempo, senhor Silva? - O senhor Secretário cochicha ao senhor Presidente. - Sim, sim, bem sei. Acha que desconheço o regimento, senhor Secretário? - O outro encolhe-se. - Deputado Silva, estamos à sua espera.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
Trópico
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
A Bolha
A Bolha é asséptica. Vista de um ângulo limitado, e sempre repetido, parece segura, confortável, familiar. Um porto de abrigo, para onde se foge das agruras da realidade. Por isso, nada melhor do que expandir a Bolha, deixá-la envolver-nos a existência toda, limpando o lixo que nos atrapalha, nos contraria, criando dúvida e ansiedade, quantas vezes obrigando-nos a gastar a energia que não sentimos ter, só para concluirmos que afinal existe Outro. O Outro. Esse que, tão diferente de nós, nos conspurca as certezas, nos atiça os medos, nos parte a Bolha. Salvos sejamos.
Eu uso uma, nestes tempos em exclusividade, rede social para fins de recreio. Só que minto. Como todos vós, aliás. Porque as queremos, às redes, para validar a nossa própria linha de pensamento, emitir opinião, vingarmo-nos de uma existência anónima, hiperbolizar - mesmo que sob um manto de modéstia - qualquer fugaz centelha de fama. Fogueira que seja, vá, porque a fama é efémera e contém o seu fim. Como a Vida. Enfim, para sermos finalmente aquilo que acreditamos que eles querem que sejamos. E não somos. Muitas vezes, nem queremos verdadeiramente ser, mas não há remédio.
Olhando assim cinicamente, vejo-os escolherem meticulosamente o seu Real de faz de conta. Estenderem com paciência a membrana da Bolha, limpando cada centímetro quadrado com a atenção de um relojoeiro, sempre com o cuidado de não sobrar alguma fresta, alguma réstia de circulação de ar contaminado, de pensamento diverso, de incómodo da mente. A Bolha é asséptica e a sua moeda corrente é aquilo que eu acredito que é verdade, ainda que não possa ter a certeza. Porque aqui, tudo e todos se validam mutuamente, dado que sou quem os escolhe. A one track mind.
Chega então o momento em que, por qualquer distração, nos enfrenta o Outro. Esse diferente, que - o topete! - pensa de outra forma, caminha por outra via, partilha de diversa tara e sofre de distinta doença.
Como assim, existe? Se Todos pensam como eu, se tão cuidadosamente nos rodeámos destas paredes transparentes, porque nos havemos de confrontar com o que nos é exterior? Expulsa-se já da Bolha essa ameaça, esse vírus, essa força estranha, seguramente maléfica, alienígena, porque Humana não será, provado que está que todos os Humanos que contam têm a exata mesma opinião que eu. Sei bem disso, porque interajo com eles todos os dias, cada vez mais tempo em cada dia e aplico agora a tudo na Vida o mesmo método cibernético: bloqueio o Diferente e preservo a minha razão. A Bolha expande-se.
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Alegremente protegidos, nunca erramos. Até porque, errando, logo virão os nossos cobolheiros - que lindo nome, pá! - sossegar-nos, assegurar que estivemos bem, deixa lá isso que alguns dizem em contrário, não são dos nossos, ainda que se disfarcem sob a mesma bandeira, são espectros de outras terríveis dimensões, abutres Universais, boçais taberneiros dos confins imundos da Galáxia.
Olha, meu menino, repara bem que nem sequer aqui estão, na nossa Bolha. Estarás naturalmente certo, pergunta a quem quiseres, anda. Se algum achar o contrário, aponta-mo. Mesmo que seja feio apontar, fá-lo, sem remorso, sem pudor, e ele que se livre de responder. Não temas, nós iremos em teu resgate e bloquearemos qualquer hipótese de comprometimento da Bolha. Que se expande.
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Sou a dizer que vi diferidamente o último jogo do FCP. Estou muito convencido que o treinador se enganou na substituição aos 41 minutos. Não vem daí mal ao Mundo, porque passámos de 1-1 para 4-1, mas, apesar disso, continuo convicto de que foi um erro. Teríamos ganho 4-1 na mesma.
Na verdade, toda essa enorme distância, expressa pelo próprio, entre o que foi primeiro e o que veio a seguir, eu cá não a vi. Entraram mais golos, lá isso entraram, pelo que estou basto alegre. Mas pode ser que tenha ficado claro para mais alguém o lado por onde o adversário criou todo o perigo; da mesma forma que pareceu evidente que o meio campo estava em dificuldade mais pela fraca prestação de quem ficou, do que pelas falhas de quem saiu.
E se no fim tudo correu bem, porque haveríamos agora de perder este nosso tempo? Para que não se repita, apenas? Naaaa, é só porque eu gosto de picar a Bolha. Para que entre ar e não se corra o risco de a consaguinidade dar cabo da espécie.
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Fui a um concerto. Fiquei entre um e maijujamigos que “epá, metal, eu sou metal, ganza e cerveja e encontrões, metal, pois claro, nem conheço música nenhuma destes, mas diz que é metal, \m/, vamolá então, pensei eu, tájabêr?”; e outro que não deu pio durante as três horas de festa, totalmente absorvido na tarefa de ver o espetáculo através do ecrã do seu dispositivo móvel, muito embora tudo se estivesse a passar mesmo diante dos olhos dele.
O primeiro, e a sua trupe, desapareceu por volta do meio da atuação. Atribuo este sucesso a dois encontrões a destempo que o desequilibraram - sempre com um sorriso e um cumprimento fraternal - e, sobretudo, à altíssima qualidade dos meus gases. O segundo...o segundo não foi a lado nenhum. Achará, mais tarde, que aquilo foi esquisito, mais tremido do que supunha, para além de que lhe ficaram a doer os braços. Não admira, três horas de braço ao alto, a pressionar a rodinha vermelha no ecrã, chiça. Já as nódoas negras no antebraço, terão sido das cachaporradas que lhe caíram de cada vez que o cotovelo se aproximou demasiado do primeiro fio de cabelo da gaja bem boa que lá estava com o anormal das barbas. Careca dum cabrão.
Quando saía, contente como um catraio, dei de caras com um tipo que ia de abóbora. Sim, vestido de abóbora.
Aos primeiros, ao segundo e ao terceiro, fica aqui o meu sincero agradecimento. Obrigado, brodas, por não me terem deixado construir uma Bolha. Não é suposto que a experiência seja essa, para além de que tende a expandir-se. Detesto-vos all the same.
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terça-feira, 27 de novembro de 2018
The Twilight Zone: The Mist
Esta noite choveu. Bastante.
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
The Twilight Zone: Afterlife (por Maria Alves)
Pode ser isso, deve estar a dormir. Quando acordar as cores voltaram aos seus tons familiares. Aqueles que partiram estarão ainda entre nós e as saudades não terão mais sentido. Passarão as mãos pelo seu cabelo, sentirá na pele o calor dos seus hálitos quentes nos beijos trocados. Ouvirá as suas gargalhadas interrompidas pela tosse dos vícios. Haverão saudades, mas matam-se à distância de uma qualquer tecnologia imediata. «Dallas» all ove again! e ri-se das referências que a atraiçoam quando quer acreditar que os anos não foram estes todos.






