sábado, 28 de março de 2020

CLSVO - Intro





Mas é Domingo. Como que acordam já engraxados os sapatos e vincadas as camisas, entendeis? Até a missa das 12H00 se molenga para as 12H15. Um atraso bilingue, não vão os bifes ficar amarrados à sua bizarra pontualidade, em enormes números garrafais para que não reste qualquer dúvida: até ao quarto de hora, o Senhor não dará acordo de Si.

Afinal, este é o dia sétimo. Ou porventura julgais que o ar feliz e rosado nas faces da canalha que corre pelo adro se deve às bolhas que os sapatos de verniz demasiado duros lhes provocarão? As crianças sabem que este é o recreio, o dia em que o Senhor descansa, a aula sem professor, o dia em que o Senhor dorme. Credo em cruz, cochila, que Ele nunca dorme, pobre Diabo. Credo em cruz duas vezes, Nossa Senhora me valha pelo lapsus linguis ou então saltou-me a pena para a Verdade. Em qualquer dos casos não merecerá esta Alma severo castigo por reconhecer a Totalidade do Senhor, que é Alfa e Ómega e Principio e Fim, logo será natural que seja Ele Mesmo e o Seu Contrário.

O dia da Liberdade, do Livre Arbítrio sem videovigilância, o dia que é hoje, o dia de Domingo. Claro está que para quase outro tanto do Universo conhecido é só o primeiro dia da semana, vá-se lá compreender porque é que os kafir teimam em começar as suas pelo dia dois. E chamam-lhe até assim: Segunda.


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