quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

hiperligação | 92º shooter: opus III – hoje faço greve!



« as pessoas percebem que este próprio protocolo é algo limitativo; portanto temos a noção de que, passo a passo, este protocolo terá de ser mais abrangente – não só nas quatro situações objectivas em que existe, mas podendo cobrir também outras circunstâncias. […]
estamos satisfeitos, como já estávamos no início. é uma ferramenta tecnológica nova, que tem aportado mais valor à competição, nomeadamente à Liga NOS. nesse sentido e mesmo percebendo que há uma margem de melhoria do próprio sistema, porque ainda nem um ano passou relativamente ao protocolo do IFAB, o primeiro balanço é positivo. »

estas declarações pertencem ao líder máximo da Liga Portuguesa em funções e que tem, desde que tomou posse, essa Proença, perdão… essa “proeza” de ver todo um séquito dos intervenientes naquela competição lhe tentarem “tirar o tapete” – e como é referido aqui. guerras palacianas à parte, o que não pode fazer é passar um atestado de burrice a quem mais contribui para esta «indústria» em que se tornou o Futebol: os adeptos. explico (espero que) sucintamente.

em Abril de 1979, afirmava o Mestre que «a massa associativa do FC Porto não é o 12º jogador, como se diz por aí; é o 1º jogador porque, sem ela, o Futebol não tinha razão de existir».

recupero esta frase emblemática a propósito daquela contenda porque, se há coisa que a massa adepta do FC Porto não é, é ser lorpa. ou morcona. ou saloia. e muito menos labrega. mas, quem reside fora do Portugal profundo – isto é: longe da «província» a que designam por «paisagem», desde tempos imemoriais –, considera que sim, que somos uma cambada de parolos que deve gostar ‘bués’ de comer gelados com a testa. o «querido» do sr Oliveira Alves Garcia com certeza que é um desses que adora passar atestados de menoridade (intelectual ou outra) aos adeptos do FC Porto, mas engana-se redondamente nessa Proença.

de facto, nós por cá não gostamos de enfardar “palha para burros”, e como se comprova nas declarações de Sérgio Conceição, na imagem ali em cima. quem assiste aos jogos do FC Porto, com as devidas clarividência e lucidez, certamente que já constatou na veracidade do que afirma o treinador da equipa principal. e, se dúvidas houver, este trabalho aqui, da autoria do “Bala Dragão”, dissipa-as: neste campeonato e até à data, o FC Porto é a equipa mais prejudicada pelas arbitragens, com ou sem VAR (é s-e-m-p-r-e mais sem). aliás, connosco parece estar invariavelmente #aVARiado… e não o afirmo de forma leviana, antes suportado pelos f-a-c-t-o-s que o “Bala” trouxe à estampa. é por esta razão que, para mim ou para qualquer outro adepto do FC Porto, aquelas declarações de Pedro, o «querido», são como que um insulto à nossa Inteligência, porque roçam o ridículo de uma incomensurável desfaçatez.

[e, não!, nos adeptos do FC Porto não incluo «o chibo», esse Perdigoto adepto do “clube do garrafão”. e quem é que é «o chibo»? um destes dias explicarei; hoje não é o momento.]

de facto, o balanço só poderá ser considerado «positivo» por alguém afecto a outro clube que não o FC Porto. e, vai daí, até consta que sim, que é de outro clube, mas não será por aí – porque mal será do Futebol quando alguém por cá andar sem qualquer relação a um clube, seja ele qual for.

agora, o que me custa, nesta estória toda, é haver alguém que (in)tenta passar uma mensagem contrária ao que a Realidade nos impinge pelos olhos adentro, final-de-semana sim, final-de-semana também e que é a de que ‘in dubio, FC Porto adversus’ e para citar o caríssimo Vassalo. ou seja: em caso de dúvida, de modo algum o FC Porto poderá ser beneficiado. ainda no passado Sábado tal aconteceu e de forma bem evidente, no diálogo entre o árbitro da partida que nos opôs aos #rabolhosrubros do Minho e o #aVARiado, aquando da obtenção do nosso segundo golo e que veio a desempatar esse jogo: para mim, que ando “escaldado” com toda esta filha-da-putice, a primeira impressão foi a de que estavam a arranjar uma “panelinha” para invalidar um golo limpo, imaculado…

e, confesso-o (mais uma vez), cansa-me ver um jogo do meu clube do coração sabendo que invariavelmente iremos ser roubados. e que, por esse motivo, a Equipa terá que ser muito melhor do que os adversários; a saber: equipa contrária (11 elementos), equipa de arbitragem (04 elementos), VAR (02 elementos), Delegados da Liga (02 elementos), Conselho de Disciplina (13 elementos, actualmente encabeçado pelo magnânimo “doutor” meirim). é mesmo #muitafruta para levar de vencida todos os jogos. todos. os. jogos. t-o-d-o-s…

em suma e porque já se faz tarde para rumar ao Dragão, para ver o nosso Amor comum jogar no nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos:

acho que o sr . Oliveira Alves Garcia, bem como muito “boa gente” que gravita no nosso comezinho futebolzinho tuga anda (literalmente) a “brincar com o fogo”. e a considerar que a paciência da massa adepta do FC Porto é inesgotável, mas esta não é! e tem limites – os quais estão a ser sucessivamente postos à prova há pelo menos cinco épocas. assim, talvez não fosse má ideia o «querido» solicitar uma qualquer espécie de “greve” a tanto excesso de zelo e/ou olho-de-lince invariavelmente para os mesmos.

e é por isso que convém (também) recordar esta outra máxima do Zé que não “apanhava bonés”:

« as gentes do Porto são ordeiras porque, se não fossem, há muitos anos que teriam recorrido à violência perante os enganos dos árbitros, que têm decidido da perda de muitos campeonatos! »

“disse!”

Miguel Lima | 92º minuto

(este espaço será sempre escrito de acordo com a antiga ortografia. limices.)

2 comentários:

  1. Há uma contundência na tua escrita que se assemelha ao vento tão deliciosamente sentido nas trombas no cimo de uma falésia.

    Grande reforço de Inverno! A lembrar a segunda vinda do Lucho.

    Parabéns também por isso, Silva! Este Portismo,que umas vezes navega e outras deambula pela bluegosfera, estava a precisar.

    Um abraço e um bem haja aos dois.

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    1. O que é uma tasca, senão um porto de abrigo para navegantes e deambulantes?
      Abraço.

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