Fica-te bem o verde. Esse verde meio desmaiado, como se estivesses eternamente enjoado, com a bílis a escorrer-te para o estômago vazio, a azia a destilar, o vómito a encher-te o esófago, a subir até te ser impossivel manter a boca fechada. Fica-te tão bem esse verde inveja. Quero que mantenhas o tom por todos os dias da tua vida. Não será dificil. E piora com a indiferença a que te votam. Oh sim, compraste os teus próprios microfones e tens os palhaços do costume a encherem-te o circo, a darem-te pancadinhas nas costas. Vê bem que trazem os bolsos cheios: são facas. Para ti!


Não vale a pena, está aqui! O advento da tecnologia não é apenas áudio, não é apenas para escutar a qualquer custo aqueles de quem não gostamos. É também imagem. E é legal.

Repara que te escrevo antes do jogo de mais logo. Porque tenho barba mas sou mais bonito que tu, e mais alto, e mais sexy, e aposto que a tua mulher preferia passar 10 minutos na minha cama do que o resto da vida contigo, e, sobretudo Bruno, porque quero que tenhas a oportunidade de me dizer: incha porco, chupa, és excremento por entre nádegas. É justo que tenhas essa prerrogativa. Um dia explico-te o conceito de justiça. Devagar, para tu entenderes um pedacinho.
Ah, sejamos honestos! Não é SÓ por isso. É ainda mais pela esperança de que aconteça. Sim, quero que alimentes essa esperança, quero que passes o dia à espera do momento em que me farás engolir os insultos. Quero que visualizes esse triunfo, que antecipes o sabor que terá. É isso que eu quero Bruno. Quero que passes o resto do dia semi-erecto (consegues?) pela possibilidade de me humilhar ao fim da noite. Porque nesse momento a minha vitória será retumbante? Também! Mas antes de tudo, porque a tua derrota será inesquecivel! E eu preciso que aprendas a não esquecer as derrotas que te inflingimos. Serão muitas, Bruno. Muitas!
E não, não és bem-vindo à Tasca. Cuspirei em toda a comida que encomendares e mijarei em qualquer liquido que tenha que te servir. Sim, sou um nojo de pessoa para tipos como tu. Obrigado por existires, alivia-me...
ResponderEliminar@ Silva
fenomenalmente b-r-u-t-a-l
desconhecia, até hoje, este texto sublime. o Amanhã será diferente depois de o ter lido.
abr@ço forte
Miguel | Tomo III
É cuspir-lhe na sopa! :D
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